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Registro de observações de OVNI na região do estado do Pará, set/1977 a nov/1978 (ARX.0.0.184)

Arquivo Nacional · 160 pages · text by OCR, confidence 95%

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ANEXO 2 - Fls 03 CONFIDENCIAL O ESTADO DO PARA BELÉM, SEXTA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO DE 1977 Aparece mais uma vítima do "foco" A moça tem 18 anos, mas ontem quando concedeu-nos uma entrevista, parecia ter muito mais. Seu nome é Adimar da Cunha Baia, residente na vila 3 irmãos, na 25 de setembro, próximo da tv. Itororó, número ela prefere que não cite. Ela está muito tensa, bastante nervosa, e uma certa discrição na voz, como quem preferisse não falar, ainda sente febre, e por diversas vezes ainda lhe treme o corpo. Adimar está assim desde a última terça-feira, quando às 23,00 horas, foi atingida por um raio de luz, principalmente nos seios, fazendo-a desfalecer alguns segundos depois. Isto ocorreu em sua própria casa, quando a mesma encontrava-se, acendendo a luz da cozinha. Conta ela que quando ia para acender a luz, desceu por uma tresta existente no telhado da casa, um foco forte e quente, que lhe atingiu a altura da testa e dos seios, na hora ela tentou enxergar alguma coisa e não conseguiu. Isto durou fração de segundos e à medida que o foco foi sumindo, foi transformando-se em vermelho, pois logo que a tocou sua cor era como a de uma lâmpada caseira normal. A reação em seu corpo veio logo em seguida. Começou a ficar vermelho seu corpo inteiro, sendo que os seios arroxearam, como se tivessem sido sugados, depois seu corpo começou a tremer e a entortar-se dando tempo somente de Adimar correr e deitar-se na cama onde seu corpo continuou entortando, logo depois desmaiou. Depois disso, Adimar foi levada até o Hospital Belém sendo atendida pelos médicos, que lhe aplicaram algumas injeções e depois a levaram. Durante sua permanência no hospital que foi de uma às quatro da manhã de quarta-feira, os médicos que a atenderam se negaram a lhe prestar qualquer depoimento, quando se ofereceu e deixaram-na em um quarto escuro no hospital, não permitindo a entrada de ninguém, nem mesmo de seus pais. Na hora da entrevista encontravam-se na casa dos irmãos Adimar, um irmão seu e Meran da Silva Cunha, que mora há bastante tempo com a família. O pai de Adimar tinha saído para trabalhar, à noite, e sua mãe tinha ido à casa de um cunhado de Adimar. Quem veio socorrer Adimar foi Meran que também ainda chegou a ver o foco, mas não foi atingida pelo mesmo. Casos idênticos a esses ocorreram em Viga, Sto. Antonio do Tauá e outros interioras. Adimar diz que com certeza isso tem alguma coisa a ver com os discos voadores, "eu nunca vi um raio de luz tão forte, e também nunca vi o de luz provocar coisas estranhas no corpo de uma pessoa, como provocou no meu", afirmou. Vale salientar que no outro dia do ocorrido a Adimar, ela recebeu a visita de um sargento da Aeronáutica, que após conversar longamente com a mesma, assegurou que voltaria à sua casa acompanhado de superiores seus, para que estes também tomassem conhecimento do fato e tentarem tomar as devidas providências. Adimar e seu irmão que estava dormindo quando apareceu o raio.

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