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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 63 …Chão de Maçãs, estação de caminho de ferro mais próxima da que talvez venha a ser…
  • p. 96 …Sou de ordinário muito pouco paciente, pois apesar de ter um grande ferro de ver que…
  • p. 97 …separa a Fátima, de qualquer estação de caminho de ferro. Doc. 17 1917-10-p.19
  • p. 209 …Como hoje se torna quase impossível tratar do transporte nos Caminhos de Ferro, amanhã de manhã…
  • p. 214 …Gilberto Torres Novas Por este correio remeto guia do caminho de ferro para V. Sª mandar…
  • p. 245 …É um sitio ermo, vulgar, sem arborização, sem água, longe do caminho de ferro, perdido nas…
  • p. 277 …Em todas as três estações de caminho de ferro há carros de carreira, respetivamente para Leiria…
  • p. 330 …colher impressões sobre o projetado caminho de ferro de Tomar à Nazaré, podemos agora derivar uma…
  • p. 331 …Para isso tenciono percorrer toda a região servida por este Caminho de Ferro, indo daqui para…
  • p. 333 …Após ligeiras considerações sobre as vantagens que, da construção do novo Caminho de Ferro, poderão advir…
  • p. 335 …Ora o novo caminho de ferro, na hipótese da sua construção ser uma realidade, não poderá…
  • p. 336 …o assunto palpitante do novo Caminho de Ferro, por motivo do qual nos encontrávamos então em…
  • p. 418 …A= Dezembro – pouco antes do “Niassa” levantar ferro – até à Matriz do Senhor Santo Cristo dos…
  • p. 452 …habitantes, que a estação de caminho de ferro mais próxima fica a cerca de vinte e…
  • p. 483 …e as Companhias Nacionais de Caminhos de Ferro estudam planos de novas vias férreas que vão…
  • p. 563 …A Match, proprietária do Caminho de Ferro da Martingança a Porto de Mós, estabeleceu um serviço…
  • p. 599 …A custo consigo romper o círculo de ferro que me aperta. Um homem do povo dirige…
5Introdução
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já longe os mosteiros masculinos e os femininos continuaram a fechar à
morte da última monja, enquanto o governo esperava ansioso os seus
bens. Contudo, numa situação de clandestinidade e de alguma tolerância,
que o desenvolvimento de núcleos republicanos e socialistas e as ameaças
externas aos domínios ultramarinos aconselhavam ao governo, foram-
-se implantando em território nacional diversos institutos religiosos,
protegidos e encobertos pelas atividades educativas e assistenciais e
pelas preocupações missionárias relativas aos territórios ultramarinos,
sobretudo a partir do momento em que, após a Conferência de Berlim,
a ocupação era imprescindível à sua manutenção. Os religiosos não
estiveram imunes às campanhas anticlericais, mas foram construindo uma
base de atuação no quadro instável de uma possível expulsão, enquanto
contribuíam para a recuperação do catolicismo português.
A questão política entretanto atenuada deu espaço à abordagem
católica da questão social, mais intensamente a partir dos anos 90, quando
os ventos romanos trouxeram o pensamento social de Leão XIII na
Rerum Novarum, difundido entre nós no magistério dos bispos e
sobretudo na imprensa católica. Criava-se assim o lastro de reflexão e
ação que tornaria possível o aparecimento em Portugal, a partir de finais
do século, dos Círculos Católicos de Operários, o primeiro dos quais
no Porto. A questão política voltaria a evidenciar-se ainda, na primeira
década do século XX, quando os católicos, superados os longos anos
de resistência a um partido católico, tenderam para um projeto de
unidade política em torno do Centro Nacional, apoiado pela nunciatura
e pelo episcopado, que daria lugar ao Partido Nacionalista, mais
intransigente e menos capaz de congregar as simpatias dos católicos de
tendências diversas. Paralelamente ao nacionalismo católico, foi-se
desenvolvendo uma linha democrata-cristã, de cariz associativo e com
preocupações sociais, até ao confronto entre ambas, em 1909, na
polémica desencadeada entre A Voz de Santo António dos franciscanos
de Montariol, aberta à pluralidade das opções políticas dos católicos, e
o Novo Mensageiro do Coração de Jesus dos jesuítas, que insistia
numa visão mais monolítica da intervenção política dos católicos. Não
era, pois, pela via da confessionalidade partidária que os católicos
conseguiriam a unidade requerida para fazer face aos desafios da
sociedade liberal, mesmo quando o regime já agonizava e prenunciava a
revolução.

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