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republicana, impedem de passar adiante.
[64] POR AQUI NÃO SE PASSA!
Faltam ainda uns três quilómetros para chegar ao local das aparições.
Indago dos circunstantes, se não tem passado ninguém.
Até ao meio-dia passou toda a gente, mas depois veio o administrador
do concelho e deu ordem em contrário.
Pergunto ao comandante da força se não pode passar-se.
Delicadamente ele informou:
– Até aqui tenho deixado passar, mas o administrador do concelho,
manda agora o contrário; tenho de cumprir as ordens.
Retrocedo e venho para o pé da enorme multidão que dentro da
igreja e no alpendre, em volta, comenta o caso tristemente sem
compreender como é que há perigo de ordem pública na Cova da Iria,
e não há três quilómetros de distância, sendo a gente a mesma!...
É uma perfeita estupidez!...
Muita gente não podendo seguir pela estrada precipita-se ainda
através dos campos, furtivamente, saltando muros, e lá consegue chegar
até ao local da aparição, dando-se por muito feliz de poder ajoelhar na
terra molhada e recitar devotamente o terço.
Será isto que põe em risco o regime?!...
[DCF, III-2 - Doc. 532]
ORAÇÃO, COMUNHÃO E PENITÊNCIA!
Dentro da igreja o Dr. Cruz faz piedosas práticas intercaladas com a
recitação do terço e com cânticos religiosos.
Há muita gente ainda, que se confessa.
Uma senhora ceguinha vinda de ao pé de Aveiro, com grande
sacrifício, caminha amparada ao ombro duma parenta, debaixo de uma
chuva impertinente que entra de novo a cair.
Não se lastima, antes pelo contrário, bem diz confiadamente a Deus,
e encaminha-se para a Igreja.
Um indivíduo de barbas, que me dizem ser médico e muito idoso,
explica a um grupo que o rodeia a razão providencial da proibição.
[65] Segundo lhe diziam, havia quem pretendesse começar a levar
ali músicas, fungágás, foguetes, etc.
Ora a Senhora não quer nada disso.
Os episódios maravilhosos de Fátima