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ª«¬®¯ °±± ® ²®³°´¬±μ «® ¶´± · ¶¸ ¹¸vereiro, e morreu no dia 20.
Depois de falecer, alguém aventou a ideia de a transportarem para a
terra de sua naturalidade e assim se fez, arranjando-se uma subcrição
para esse fim.
Muitas das pessoas que a não tinham querido receber em sua casa,
depois que a pequena morreu, já todas se mostravam solícitas em lhe
prestar homenagem, até talvez com um bocadinho de exagero, – o que
provocou alguns reparos justos dum ilustre sacerdote.
Esteve o cadáver da pequena na casa do despacho da igreja dos
Anjos, aguardando a remoção para a estação e as necessárias
formalidades, saíndo depois com grande acompanhamento.
Alguém notou a coincidência de quando saíu o enterro, se achar na
igreja o Dr. Domingos Pinto Coelho e algumas pessoas de família, que
por incidente ali haviam ido, e relacionou este facto com o célebre artigo
escrito por sua exª em outubro de 1917 que, apesar de ortodoxo, motivou
reparos de alguma gente que ferve em pouca água.
A pequena deixou dois segredos, para uma pessoa que se tem
interessado por este assunto.
Em suma e em conclusão:
Deus permita que a luz da verdade resplandeça sobre [60] este caso,
não só pelo que ele possa ter de miraculoso – como pelas consequências
que daí possam resultar para a regeneração espiritual desta nossa querida
pátria.
E entretanto, seja como for, vamos nós cumprindo a exortação o
que a pequena atribui a Nossa Senhora – e que é, afinal, a doutrina da
Igreja:
Façamos penitência! Evitemos o luxo e o pecado da carne! Não
nos obstinemos no pecado – para que não suceda como a alguns a
quem a pequena se referiu, quando dizendo-lhe a madrinha que era
preciso orar por eles, ela respondeu:
– Pois sim madrinha, mas esses já não têm remédio!
[DCF, III-2 - Doc. 528]
O DIA TREZE DE MAIO DE 1920
º »¼½¾¿¼º
Cheguei no dia treze de maio último, de madrugada, a Vila Nova de
Ourém, debaixo de uma carga de água torrencial, entre o fuzilar dos
relâmpagos e o ribombar dos trovões.
Os episódios maravilhosos de Fátima