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diziam assombradas, que a sua cura parecia um milagre.
As pessoas de sentimentos religiosos, que tinham conhecido o seu
lastimoso estado não alimentavam dúvidas a respeito do caráter
sobrenatural da sua cura...
[DCF, III-2 - Doc. 492]
PEDI E RECEBEREIS
Por ocasião das duas operações a enferma recebeu os sacramentos.
A irmã todos os dias ou quase todos os dias, sobretudo depois dos
acontecimentos de Fátima, re-[54]zava o terço do rosário e oferecia-o
pela sua cura. A doente, por carta que a irmã escreveu dos Carrascos à
mãe, quando da sua ida a Fátima, soube da promessa que ela tinha feito
e associara-se às suas intenções, mas conformando-se resignadamente
com a vontade de Deus e pedindo a Nossa Senhora que fizesse o que
fosse melhor para a sua alma.
COMO ERA BOM CONTINUAR AQUI!...
São três horas menos um quarto.
Estão presentes mais de mil pessoas.
O movimento de vaivém é extraordinário. Entretanto tomo
conhecimento doutra cura. Maria José, de 50 anos, natural do lugar da
Maxieira, freguesia de Fátima, casada com António do Rosário, começou
a sofrer gravemente dos olhos no mês de julho findo. Turvava-se-lhe a
vista, vendo muito pouco. Tinha dores e prurido nos olhos. Prometeu,
se melhorasse, ir de joelhos até junto da capela desde o ponto que
primeiro a avistasse. Sente-se efetivamente melhor, quase de todo curada.
Veio por isso cumprir hoje a promessa.
Olho em torno de mim. O espetáculo é soberbo. A multidão parece
arrancar-se com dificuldade deste lugar sagrado, a que ficam presos os
corações. Desfruta-se aqui uma alegria suave e santa, uma consolação
que não parece deste mundo. Respira-se o sobrenatural a largos tragos.
... MAS É PRECISO PARTIR!...
São horas de regressar. O meu relógio marca quatro horas. Parto
para a igreja paroquial, que anda em reparações. Muitos peregrinos
vão ali visitar Jesus Sacramentado e ver as obras. Os operários, quando
ultimamente procediam à demolição de uma parte das paredes do altar-
Os episódios maravilhosos de Fátima