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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

601 no prsptu svw xv y z y{v p| rw o yz ow }wo ~|€ po yr€w |‚v swvƒ| caritativamente a subir e a instalar-se. Durante o trajeto perdeu os sentidos repetidas vezes. A enfermeira não lhe sentindo o pulso afligia-se imenso com receio de que ela morresse durante a viagem. No Barreiro foi transportada em braços, desmaiada, do comboio para o vapor, e bem assim em Lisboa, do vapor para o automóvel da Cruz Vermelha, que a conduziu a casa, já então na rua de D. Estefânia. No cais a família aguardava a sua chegada. Quando desembarcou a sua palidez era cadavérica. As pessoas que a viam passar lamentavam, cheias de compaixão, a sua triste sorte. Umas diziam que ela estava morta, outras que estava ferida, outras finalmente, que estava queimada. Na pequena maca do automóvel foi conduzida até à cama, num terceiro andar. Era o dia dez de agosto. Por indicação de um farmacêutico das relações da família mandou-se chamar o dr. Miranda, especialista de doenças ósseas. Só oito ou dez dias depois é que esse médico pôde visitar a doente. Logo que a viu, aconselhou-a a ir ao hospital à consulta, a fim de se lhe pôr um novo aparelho. Ela assim fez. Foi eterizada para lhe poderem estender convenientemente as pernas. Como porém, o aparelho não ficasse bem e se quebrasse, não estando por isso a perna tão direita como era preciso, o médico mandou-a estar dez dias com uma extensão. Depois voltou para casa. Mais tarde, no dia seis de julho de 1918, foi ao consultório do dr. Miranda, na Avenida da Liberdade, para que ele lhe [52] pusesse, como efetivamente pôs, outro aparelho, grande, desde os joelhos até ao estômago. Foi em maca num automóvel da Cruz Vermelha, o qual esperou que fosse posto o aparelho, transportando-a depois para casa. Conservou esse aparelho durante os meses de janeiro e fevereiro. Entretanto a enferma por intermédio das empregadas do hospital ia fornecendo ao médico informações acerca do seu estado. Pela Páscoa mandou-lhe pedir que lhe fosse aplicar outro aparelho, porque ainda sentia dores. O médico disse-lhe que havia de ficar sempre com dores e aconselhou-a a que comprasse o cabedal preciso, pois ele se prontificava a fazer um aparelho, que ela devia usar durante toda a vida. Como o aparelho de gesso se tivesse partido e ela sentisse poucas dores quando ele estava em bom estado, pediu ao médico que substituisse aquele aparelho por outro também de gesso. O médico acedeu. A doente foi, por isso para o hospital, onde esteve catorze dias certos. Entrou a doze de março e saiu a vinte e oito do mesmo mês, sexta-feira santa. Foi e veio num automóvel da Cruz Vermelha, ficando três meses de cama com o mesmo aparelho. Os episódios maravilhosos de Fátima

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