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do corpo.
– Tem algum cinto ou alguma fita?
– Não tem.
– Usa brincos nas orelhas?
– Usa umas argolas pequenas.
– Qual das mãos segura as contas?
[18] – A mão direita.
– Eram um terço ou um rosário?
– Não reparei bem.
– Terminavam por uma cruz?
– Terminavam por uma cruz branca, sendo as contas também brancas.
A cadeia era igualmente branca.
– Perguntaste-lhe alguma vez quem era?
– Perguntei, mas declarou que só o diria a treze de outubro.
– Não lhe perguntaste de onde vinha?
– Perguntei de onde era, e ela respondeu-me que era do Céu.
– E quando foi que lhe fizeste essa pergunta?
– Da segunda vez, a treze de junho.
– Sorriu-se alguma vez ou mostrou-se triste?
– Nunca se sorriu nem se mostrou triste, mas sempre séria.
– Recomendou-te, e aos teus primos, que rezassem algumas orações?
– Recomendou-nos que rezássemos o terço em honra de Nossa
Senhora do Rosário, a fim de se alcançar a paz para o mundo.
– Mostrou desejos de que no dia treze de cada mês estivessem
presentes muitas pessoas durante a aparição na Cova da Iria?
– Não disse sobre esse assunto.
– É certo que te disse um segredo, proibindo que o revelasses a
quem quer que fosse?
– É certo.
– Diz respeito só a ti ou também aos teus companheiros?
– A todos três.
– Não o podes manifestar ao menos ao teu confessor?
A esta pergunta guardou silêncio, parecendo um tanto enleada e julguei
não dever insistir, repetindo a pergunta.
– Consta que, para te veres livre das importunações do sr.
administrador, no dia em que foste presa, lhe contaste, como se fosse o
segredo uma coisa que o não era, enganando-o assim e gabando-te
depois de lhe teres feito essa partida: é verdade?
[19] – Não é; o senhor administrador quis realmente que eu lhe
revelasse o segredo, mas como não o podia dizer a ninguém, não lho
Os episódios maravilhosos de Fátima