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pedregosas; e centenas, milhares de pessoas cuja veracidade não
podemos pôr em dúvida, viram uma coluna de fumo que, à maneira de
incenso, envolvia a árvore durante as Aparições. Este fenómeno,
humanamente inexplicável, repetiu-se várias vezes.
Como faz lembrar a exclamação do livro dos Cantares21, aplicada
pela Santa Igreja à Virgem Santíssima: “Quem é esta que sobe pelo
deserto, como uma varinha de fumo composta de aromas de mirra
e de incenso e de toda a casta de perfumes odoríferos?“
O fenómeno solar de 13 de outubro de 1917, descrito nos jornais da
época, foi o mais maravilhoso e o que maior impressão causou aos que
tiveram a felicidade de o presenciar.
As crianças fixaram com antecedência o dia e a hora em que se havia
de dar. A notícia correu veloz por todo o Portugal e apesar de o dia
estar desabrido, chover copiosamente, juntaram-se milhares e milhares
de pessoas que, à hora da última Aparição, presenciaram todas as
manifestações do astro-rei, homenageando a Rainha do Céu e da terra,
mais brilhante do que o sol no auge das suas luzes22.
Esse fenómeno, que nenhum observatório astronómico registou e,
portanto, não foi natural, presenciaram-no pessoas de todas as categorias
e classes socias, crentes e descrentes, jornalistas dos principais diários
portugueses e até indivíduos a quilómetros de distância, o que destrói
toda a explicação de ilusão colectiva.
Às aparições de Fátima não faltou também o argumento das
perseguições, que são um sinal das obras de Deus23.
Ninguém foi mais perseguido do que Jesus, e a Santa Igreja tem
sofrido contradições em todos os séculos.
Uma multidão inumerável de Santos sofreram o martírio no meio de
espantosos tormentos.
S. Pedro de Alcântara dizia a Santa Teresa que um dos maiores
castigos neste mundo era o que ela tinha sofrido, isto é, a contradição
das pessoas de bem24.
Jeremias, o Santo Profeta, dizia25: Sou todos os dias objeto de
escárneo; todos me insultam.
21 Cânticos III, 6.
22 Cânticos VI, 9.
23 2 Tim III, 12.
Doc. 133 1930-10-13