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Deus, mas os restantes continuaram os seus trabalhos.
Ultimamente apresentaram-nos um largo relatório que examinámos
com todo o cuidado.
Aos Rev.os Sacerdotes que formaram parte dessa Comissão,
queremos deixar exarado o nosso agradecimento, salientando duma
maneira especial o Rev.mo Cónego da Sé Patriarcal de Lisboa e ilustre
Professor do Seminário de Santarém, Dr. Manuel Nunes Formigão
Júnior, que nesta Comissão como em tudo quanto se relaciona com o
culto de Deus e glória de Nossa Senhora, é verdadeiramente incansável
e digno de imitação.
Tendo sido encarregado pela Santa Igreja do Bispado de Leiria e
competindo-nos, como Bispo, reger os fiéis que nos foram confiados18
e seguindo o exemplo de venerandos Prelados em casos semelhantes,
depois de termos estudado atentamente, durante 10 anos, os
acontecimentos, vimos dar a nossa sentença, declarando desde já que
submetemos humildemente à Santa Sé, o nosso juízo.
Caros Diocesanos:
Referindo-se ao pequeno número de sábios, de poderosos e nobres
entre os cristãos da Igreja primitiva, acrescenta S. Paulo19: “as coisas
loucas, segundo o mundo, escolheu-as Deus para confundir os
sábios; e as coisas fracas segundo o mundo escolheu-as Deus para
confundir os fortes: e Deus escolheu as coisas vis e desprezíveis
segundo o mundo e aquelas que não são, para destruir as que são
para que nenhum homem se glorie diante dele... porque, como está
escrito: o que se gloria, glorie-se no Senhor”.
A história demonstra com factos estas observações.
Os Apóstolos, escolhidos pelo Senhor para pregarem a doutrina cristã
em todo o mundo, eram pescadores; S. Gregório 7º, o campeão da
liberdade da Igreja, era oriundo duma pobre família de camponeses; S.
Joana de Arc que libertou a França, a Beata Bernadette Soubirous – a
feliz vidente de Lourdes – eram pobres pastoras.
c 3 de maio de 1922.
18 Act XX, 28.
19 1 Cor I, 26-31.
Doc. 133 1930-10-13