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û üýþÿþ þþ þ Vitória – Convento – levantado por D. João I em
preito de gratidão à Virgem pela batalha de Aljubarrota ganha pelos
portugueses neste mesmo lugar, na vigília da Assunção, em 1385. É uma
verdadeira jóia de arte gótica, talvez a mais sugestiva de Portugal.
Vista geral de oeste.
Fachada principal. Uma nota interessante: para entrar no templo não
se sobe; descem-se alguns degraus: – é necessária a humildade cristã
para bem se falar com Deus.
Nave central do templo. As colunas altíssimas formam um conjunto
imponentíssimo de majestade, a que dá mais relevo a semi-obscuridade
da luz policroma dos “vitrais”, e a simplicidade, ou melhor, a ausência
quase completa de ornamentos, em flagrante contraste com a fachada.
O artista profundamente cristão, baniu quanto pudesse distrair a
atenção da oração.
O grandioso monumento da Batalha foi confiado aos RR. Padres
Dominicanos. Principal cuidado do seu zelo foi propagar no povo dos
arredores a devoção à Senhora do Rosário. Devoção aliás tão
portuguesa que, vai para meio século, quase não havia família em
Portugal que o não rezasse todos os dias.
Era espetáculo belíssimo, entrando numa aldeia com uma hora da
noite, ouvir em todas as casas através das frestas das portas, ou dos
caixilhos quebrados das janelas, o coro da família reunida em torno do
lar, rezando o terço ou a coroa seráfica.
Houve tempo – que belos tempos aqueles! – em que nos quartéis se
rezava o terço! – em que as campanhas de pescadores divididos em
dois coros na praia, o rezavam antes de embarcarem para a pesca! –
em que... Mas não aumentemos o nojo do presente com aumentar a
saudade do passado!
Se bem que esta devoção hoje mesmo em muitíssimas regiões de
Portugal continua no seu pleno vigor. Entre estas regiões abençoadas,
prima a Diocese de Leiria, e nesta não ocupa o último lugar a paróquia
de Fátima. Foi talvez esta devoção que atraíu sobre aquela minúscula
terra as preferências da Mãe de Deus, que dela fez um novo Horeb,
uma segunda Lourdes, e de um dia para outro a tornou célebre no mundo.
Exponho singelamente os factos, como resultam dos processos
eclesiásticos em curso, sem prevenir o juízo definitivo da autoridade
competente”.
E o sr. P.e Fonseca entra então, desenvolvidamente, na história das
Aparições.
A escassez do espaço reservado a um artigo de jornal, não nos permite
acompanhá-lo no seu magnífico trabalho, em que quase não sabemos
Doc. 130 1930-06-27