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noturna.
À meia-noite, o Padre Luís Gonzaga Cabral iniciava a “Hora de
Reparação Nacional”, durante a qual falou sobre os Mistérios Dolorosos
e a Recomendação de Penitência, feita por Nossa Senhora.
Até às 5, houve ainda outras horas de adoração, tendo-se seguido a
celebração do Santo Sacrifício nos dez altares provisórios.
A recitação do Rosário, feita por mais de cem mil fiéis, é de uma
profunda emoção. Faz bem ver e sentir tanta gente em comunhão de
almas e afetos. E são tantos, tantos aqueles que, desta forma, se deixam
cair nos braços de Deus!...
Bendito seja Deus que nos concedeu a graça de podermos ver
espetáculos tão belos e de desfrutar manifestações da mais profunda
piedade eucarística e mariana!
Presidiram às celebrações os Bispos de Faro, D. Marcelino Franco,
e de Leiria, D. José Alves Correia da Silva.
Às 5 horas da manhã, o Bispo de Leiria celebrou a Santa Missa.
Ao “Communio”, vinte e cinco sacerdotes distribuíram-se pelo meio
do povo, levando Jesus às almas.
O belíssimo canto “Santos Anjos e Arcanjos” irrompe então, pleno
de vida e amor, de todas as bocas e de todos os corações.
E Jesus passa e desce ao coração dos seus filhos diletos, que ali
acorreram para beber na Fonte da Vida.
Para a Missa dos Doentes, todo o vasto recinto delimitado pelo
Hospital, pela Fonte e pelo Pavilhão dos doentes, estava apinhado de
gente.
Durante a Missa e a procissão final, a nossa aviação militar também
quis manifestar a sua homenagem a Nossa Senhora de Fátima.
Quatro ou cinco aparelhos surgiram no céu, sobrevoando aquele
local sagrado, tendo de um deles sido lançados ramos de flores.
Doc. 126 1930-06-01