Documents / Document

Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

506 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) kl m nop l n qr ls ntup vwp xo ko ny n kp m z{ kl |nro n np { n} wyp { kl {x l Colégio de La Guardia. Duas palavras sobre Fátima, antes de concluir. Nunca imaginei que iria encontrar o que vi. Nem creio mesmo que haja palavra humana, escrita ou falada, que possa traduzir os sentimentos que se experimentam lá. Só visto! Só visto! Tinha lido pouco antes “Fátima, a Lourdes Portuguesa” do Dr. Fischer, professor na Universidade de Bamberg. O livro é notável, o melhor penso eu, de quantos até aqui se publicaram sobre o assunto, e com a circunstância de ser escrito por um estrangeiro, que se dirige aos seus compatriotas alemães, propondo-lhes Portugal como modelo. Mas, depois de lá ir, tive que confessar: a impressão em mim produzida por aquela leitura foi nada, em comparação do que lá fui encontrar. Começa a diferença pela aproximação que encerra o título: “Fátima, a Lourdes Portuguesa”! Estive em Lourdes por várias vezes, estive em Roma no dia de um dos seus maiores concursos. Pois declaro que, nem naquela nem nesta, pude fazer ideia do que depois vi em Fátima. A começar pelas multidões, que têm que ver as de Fátima, com as foules de Lourdes?! E com a circunstância que as peregrinações da Cova da Iria se renovam todos os dias 13 de cada mês, e que em maio e outubro se repete todos os anos o mesmo espetáculo sem diminuição ou fadiga, senão com aumento progressivo? Naquele dia tinha ali diante de mim passante de 250.000 pessoas, talvez 300.000. Pois essas multidões não se reúnem numa nação de 50, 60, ou 100 milhões de habitantes; mas num país que escassamente terá uma população de 7 milhões! A Cova da Iria tem aliás uma topografia maravilhosamente adaptada a estas inverosímeis assembleias. Forma um imenso anfiteatro, tão regularmente traçado, que mais parece aberto geometricamente pela engenharia, do que espontaneamente cavado pelas forças naturais. Os rebordos são em suave declive, a ponto de parecerem os degraus de um imenso anfiteatro. De ao pé do altar, onde eu estava, podia ver, sem que uma prega ou ondulação o escondesse parcialmente, aquele mar imenso de cabeças, como do alto da tribuna do César se poderiam ver, em Roma, as multidões do Coliseu, envoltas nas suas togas ou peplums. Mas no Coliseu cabiam, quando muito, 80.000 espetadores; aqui centenas de milhares! O recinto, quando estiverem terminadas as obras, já hoje muito adiantadas, será limitado, do lado da entrada pelo extenso Pórtico de

About this file

Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is under it. 653 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.