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åæçèéêëìí Atestado do dr. Guilherme Augusto Pereira Cunha. “Voz da
Fátima”, n° 79, de 13 de abril de 1929. 13° caso: D. Maria José dos
Santos Nunes, de Lisboa. Lesão grave do sistema nervoso central de
natureza bacilar. Atestado do dr. Fernando Wanzeler Pessoa. “Voz da
Fátima”, n° 80, de 13 de maio de 1929. 14° caso: Emília Martins
Batista, de Aldreu (Barcelos). Atestado do dr. José Gomes de Matos
Graça. “Voz da Fátima” n° 80, de 13 de maio de 1929. 15° caso: Arnaldo
Duarte da Silva, de Igreja Nova (Mafra). Meningite tuberculosa. [51v]
Atestado do dr. João Torrado da Silva. “Voz da Fátima”, n° 82, de 13
de julho de 1929. 16° caso: D. Emília de Jesus Marques, de Lousada.
Paralisia completa do braço e perna esquerdos. Atestado do dr. Joaquim
Hermano Mendes de Carvalho. “Voz da Fátima”, n° 83, de 13 de agosto
de 1929. 17° caso: Albina de Matos, de Avanca. Ptose visceral
generalizada. Atestação do dr. António de Abreu Freire. “Voz da Fátima”,
n° 87 de 13 de dezembro de 1929.
Considerações finais
Em presença de tudo quanto fica exposto até esta altura, resta
formular, recapitulando e resumindo, as considerações finais deste
relatório, que não podem deixar de ser inteiramente favoráveis à realidade
das aparições e à origem sobrenatural e divina das mesmas aparições,
assim como dos outros sucessos extraordinários que as acompanharam
e que se lhes seguiram. Os videntes, como consta da análise
psicofisiológica das suas pessoas e do exame atento e rigoroso dos seus
depoimentos, não se enganaram nem pretenderam enganar nas
afirmações que fizeram, nas declarações que prestaram. Algumas
contradições, mais aparentes que reais, admitem explicações plenamente
satisfatórias. O próprio caso da predição, relativa ao fim próximo da
grande guerra europeia, pode ter mais que uma solução plausível e que
deixe inteiramente tranquilo o espírito mais exigente. O princípio jurídico
nemo malus nisi probetur tem aqui cabal aplicação. Nada prova que
alguma das crianças faltasse conscientemente à verdade. Nada prova
tão pouco que alguma delas fosse vítima de qualquer ilusão ou alucinação.
Ninguém pode duvidar da sua sinceridade. Ela impõe-se a todos os
espíritos e a todas as consciências bem formadas, graças à sua inocência,
a sua candura e a sua simpli-[52]cidade encantadora. As cenas de que
foram testemunhas, descrevem-nas sem afetação e com uma tocante
ingenuidade, como se fossem coisas que não lhes dissessem respeito. A
crença nas suas afirmações é conquistada pela força de convicção que
Doc. 120 1930-04-13