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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 14 …Joaquim Vieira Rosa, pároco de Alqueidão da Serra e vigário de Porto de Mós, vigararia vizinha…
  • p. 31 …Filha de António dos Santos e de Maria Rosa. Em 1916, é favorecida com as aparições…
  • p. 35 …Era filha de António Ferreira Rosa , de Aljustrel, irmão de José Ferreira Rosa (primeiro marido de…
  • p. 54 …Deste matrimónio nasceram dois filhos, António Ferreira Rosa e Manuel Ferreira Rosa.A 11 de fevereiro…
  • p. 56 …Filha de António dos Santos4, de 50 anos de idade, e de Maria Rosa, de 48…
  • p. 65 …vermelhas vivas (cor de sangue), cor de rosa e amarelas. O povo torna-se desta última…
  • p. 67 …8 Filho de António Carreira Ribeiro e de Rosa de Jesus Ribeiro. Nasceu na Moita do…
  • p. 68 …10ª – Viste os sinais que outras pessoas dizem ter visto, como uma estrela, rosas a despregarem…
  • p. 78 …Há uma intensa curiosidade em ver as duas rapariguinhas com suas grinaldas de rosas, há quem…
  • p. 80 …veio e pôs-se em cima das rosas e fitas de seda que estavam a cobrir…
  • p. 82 …de Olímpia de Jesus com José Ferreira Rosa. 3 Virgínía de Jesus, filha de António da…
  • p. 85 …O pai António dos Santos Abóbora e Maria Rosa. Tem 5 irmãos. 2 - O que faziam…
  • p. 107 …Joaquim Vieira da Rosa, Vigário da Vara de Porto de Mós1. Pelo teor deste documento e…
  • p. 108 …Joaquim Vieira da Rosa António dos Ramos Mira 2ª testemunha – Anzebino Francisco Mira4, casado, morador no…
  • p. 109 …Joaquim Vieira da Rosa António Maria Menitra 5ª testemunha – Romano dos Santos7, casado, morador no lugar…
  • p. 110 …Joaquim Vieira da Rosa Maria da Silva Vieira da Rosa 7ª testemunha – Manuel João Sénior9, casado…
  • p. 111 …Joaquim Vieira da Rosa António Vieira Amado 10ª testemunha – João Vieira Gomes12, casado, morador na freguesia…
  • p. 112 …Manuel Carvalho Joaquim Vieira da Rosa 12ª testemunha – Domingos Pedro14, casado, morador no lugar do Alqueidão…
  • p. 124 …8 Manuel dos Santos Rosa, filho de José Ferreira da Rosa e de Olímpia de Jesus…
  • p. 133 …Joaquim Vieira da Rosa, vigário de Porto de Mós a D. João Evangelista de Lima Vidal…
  • p. 141 …de tule branco, seguros por coroas de rosas brancas e folhagem verde. Reparo na minha companheira…
  • p. 153 …tomar, deslizando ante o sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana. Maravilhoso é que, durante longo…
  • p. 161 …De repente vejo uma orla intensamente cor-de-rosa, circundar o sol que se assemelhava a…
  • p. 173 …2 Ou Maria Rosa (mãe de Lúcia). Doc. 36 1918-08-06
  • p. 180 …das fitas de seda e flores de rosa, que estavam a cobrir os troncozinhos da carrasqueira…
  • p. 196 …solares, – cores de encarnado vivo passar a rosa e desta a azul – cor de anis como…
  • p. 219 …acendidas segunda vez, dão luz cor de rosa. Findo a reza do Santo Rosário; o fenómeno…
  • p. 262 …faleceu no ano seguinte1, e de Maria Rosa dos Santos. O menino e outra menina, que…
  • p. 288 …por todas as crianças, mimosos botões de rosa que o retrocesso açoita furiosamente, – amai a Liberdade!...
  • p. 293 …dos videntes Francisco e Jacinta Marto), Maria Rosa (mãe da vidente Lúcia), Maria dos Santos e…
  • p. 297 …pelos Valinhos, propriedade particular de António Ferreira Rosa, para ir a uma fazenda sua, ouviu dizer…
  • p. 298 …Senhora, o 7 António Ferreira Rosa e Manuel Ferreira Rosa. 8 À data deste interrogatório, estavam…
  • p. 303 …Maria Rosa, viúva de António dos Santos, de cinquenta e cinco anos de idade, natural da…
  • p. 306 …A azinheira estava enfeitada com fitas e rosas, quase não se via nada dela. Depois a…
  • p. 307 …José Alves, de cinquenta e oito anos de idade, casado com Maria Rosa das Neves, é…
  • p. 317 …dos Santos, já falecido, e de Maria Rosa, natural da freguesia de Fátima e atualmente educanda…
  • p. 359 …desfolhar aos pés do seu Sacrário as rosas do sacrifício; que mais devo desejar? Recebeu-me…
  • p. 368 …vida nem sempre é um mar de rosas; – por enquanto vai sendo, mas é um mar…
  • p. 428 …mar começa; Teatro - Auto da Sebenta e Rosas Bravas; Romance - A paixão de Pedro o Cru…
  • p. 430 …Os pais desta foram António dos Santos, que faleceu no ano seguinte2, e Maria Rosa dos…
  • p. 432 430 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) d   d    .do Joaquim Vieira da Rosa, era convidado…
  • p. 441 …Trata-se do depoimento de Maria Rosa Pereira, de sessenta e três anos de idade, casada…
  • p. 444 …Atitude dos pais de Lúcia de Jesus Maria Rosa dos Santos, mãe de Lúcia de Jesus…
  • p. 445 …Era com a maior bondade e delicadeza que Maria Rosa recebia todas as pessoas que desejavam…
  • p. 487 …tomar, deslizando ante o sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana. Maravilhoso é que, durante longo…
  • p. 498 …13 de maio de 1926. 5 ° caso: Rosa Maria Ribeiro, de Ponte da Barca. Úlcera gástrica…
  • p. 523 …3 Manuel Ferreira Rosa, irmão de Maria Rosa (mãe de Lúcia), falecido a 19 de fevereiro…
  • p. 569 …faleceu no ano seguinte1, e de Maria Rosa dos Santos, e contava dez anos de idade…
  • p. 575 …Filha de António dos Santos, de cinquenta anos de idade, e de Maria Rosa, de quarenta…
  • p. 581 …tomar, deslizando ante o sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana. 23 Maravilhoso é que, durante…
  • p. 619 …doentes 555 Albina (filha de António Ferreira Rosa) 33 Alcanena 153 Alcanhões (Santarém) 89, 100, 453…
  • p. 629 …Josefina de (mulher de Manuel dos Santos Rosa) 122 JESUS, Justina de (mulher de Manuel Pereira…
  • p. 631 …Maria da Conceição 596, 597 Maria da Rosa (mulher de Joaquim Fran- cisco Mira Júnior) 106…
  • p. 633 …NEVES, Maria José das 264 NEVES, Maria Rosa das 305 Nínive 588 NOGUEIRA, Emanuel Fernandes 136…
  • p. 635 …Maria Amélia de Jesus 521 PEREIRA, Maria Rosa 439 PEREIRA, Pe. 375 Perulhal (Leiria) 263 Perulheira…
  • p. 637 …António Manuel Pereira 538 RIBEIRO, Ermelinda Gomes 138, 139 RIBEIRO, Francisco 65 RIBEIRO, Rosa de Jesus…
  • p. 639 …dos 266, 598 SANTOS, Maria Rosa dos - ver também Maria Rosa (mãe de Lúcia) 260, 428…
  • p. 640 …Maria da (mulher de Domingos Vieira da Rosa 107 SILVA, Maria da (mulher do José Carreira…
  • p. 642 …Vigário de Porto de Mós - ver também ROSA, Joaquim Vieira da 12, 13, 105, 131, 429…
  • p. 647 …Fomigão Videntes e a Mª Rosa 51 11 I 1917-10-p.11 Dr. Formigão Redação…
486 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea
e ingente mó. São segundos de impressão terrífica. Durante o acidente
solar que detalhadamente tenho vindo a descrever, houve na atmosfera
coloridos cambiantes. Não posso precisar bem a ocasião, porque já lá
vão dois meses passados e eu não tomei notas. Lembra-me que não foi
logo no princípio e antes creio que foi para o fim. Estando a fixar o sol,
notei que tudo escurecia à minha volta. Olhei o que estava perto e alonguei
a vista para o largo até ao extremo horizonte e vi tudo cor de ametista.
Os objetos, o céu e a camada atmosférica tinham a mesma cor. Uma
carvalheira arroxeada, que se erguia na minha frente, lançava sobre a
terra uma sombra carregada. Receando ter sofrido uma reação da retina,
hipótese pouco provável, porque, dado este caso, não devia ver as
coisas em roxo, voltei-me, cerrei as pálpebras e retive-as com as mãos
para intercetar toda a luz. Ainda de costas abri os olhos e reconheci
que, como antes, a paisagem e o ar continuavam da mesma cor roxa. A
impressão que se tinha não era de eclipse. Vi um eclipse do sol, que em
Viseu onde estava, foi total. À medida que a lua marcha a esconder o
sol, a luz vai-se acinzentando até que tudo se torna baço e negro. A vista
alcança um pequeno círculo, para lá do qual os objetos se vão ornando
cada vez mais confusos até que se perdem no negrume. Baixa a
temperatura consideravelmente e dir-se-á que a vida da terra se extinguiu.
Em Fátima, a atmosfera, embora roxa, permaneceu transparente até
[44] aos confins do horizonte que se distingue e vê claramente, e eu não
tive a sensação de uma paragem na energia universal. Continuando a
olhar o sol, reparei que o ambiente tinha aclarado. Logo depois ouvi um
campónio que cerca de mim estava a dizer com voz de pasmo: “esta
senhora está amarela!”. De facto tudo agora mudara, perto e distante,
tomando a cor de velhos damascos amarelos. As pessoas pareciam
doentias e com icterícia. Sorri-me de as achar francamente feias e
desairosas. Ouviram-se risos. A minha mão tinha o mesmo tom amarelo.
Dias depois fiz a experiência de fixar o sol uns breves instantes. Retirada
a vista, vi, após alguns momentos, manchas amarelas, e regulares na
forma. Não se vê tudo de uma cor uniforme, como se no ar se tivesse
volatilizado um topázio, mas nódoas ou malhas que com o movimento
do olhar se deslocam. Todos estes fenómenos que citei e descrevi
observei-os eu sossegada e serenamente sem uma emoção ou
sobressalto. A outros cumpre explicá-los ou interpretá-los. Para terminar,
devo fazer a afirrmação de nunca nem antes nem depois do dia treze de
Outubro, vi iguais fenómenos solares ou atmosféricos”. O distinto

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