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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

476 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) tu vwx yzu {| } ~ x  z€| x u‚ xƒ €„ x tu …u t| xz †u t†u ‡ x‚ x { ˆu vƒu solenemente algumas das suas imagens, inaugurando esse culto nalguns pontos do [36v] seu bispado. Segundo consta, o ilustre Bispo de Portalegre declarou que se reconhecera obrigado a adotar essa atitude porque vira prestar culto público a Nossa Senhora de Fátima em plena capital do catolicismo e entendia que não podia nem devia ser mais papista que o Papa. Houve quem julgasse ter sido esta mudança de atitude a consequência duma consulta feita pessoalmente ao Papa pelo Senhor D. Domingos por ocasião da sua visita ad sacra limina. A grande guerra Lúcia de Jesus Santos, a principal protagonista das aparições de Fátima afirmou no dia vinte e sete de setembro de mil novecentos e dezassete que pouco depois do dia treze de outubro seguinte seria concedida a paz ao mundo. No dia 13 de outubro declarou que a Aparição assegurara que a guerra acabava nesse mesmo dia. Tendo um sacerdote perguntado à vidente, pouco depois da aparição, se a Senhora dissera que o grande conflito europeu terminaria brevemente, e não naquele dia. ela contestou, insistindo em que a Visão havia afirmado que a guerra acabava nesse mesmo dia treze, porque empregara a palavra hoje. “Ela disse que a guerra acaba hoje, hoje” foram as palavras textuais da vidente. Sendo factos históricos absolutamente incontestáveis que o armistício, que pôs termo ao grande conflito armado, em que se degladiavam as maiores potências do mundo, foi assinado em Rethondes às onze horas da manhã do dia onze de novembro de mil novecentos e dezoito e a paz foi firmada definitivamente pelo tratado de Versailles a vinte de junho de mil novecentos e dezanove, como é que se podem conciliar esses atos com a declaração da vidente, de cuja sinceridade não há motivo plausível para duvidar? Pode admitir-se que a realidade insofismável dos acontecimentos infligiu um desmentido [37] decisivo, categórico e, por assim dizer, brutal, à predição de Lúcia de Jesus? Esta dificuldade, porventura aparentemente a mais grave que há a opôr contra a origem sobrenatural das aparições de Fátima pode, segundo parece, resolver-se de vários modos, qualquer deles razoavelmente satisfatórios para inteligências sensatas e cultas, que conheçam a história eclesiástica e tenham o sentido das proporções. Vejamos, pois, quais são as diversas soluções que se podem apresentar. 1ª -À palavra “hoje”, que a Lúcia, diz ter sido pronunciada pela Visão, pode atribuir-se a significação lata que tem muitas vezes na Sagrada Escritura do Antigo Testamento. Assim

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