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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

462 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) tuv w vwx uy z u{ xtx| }~  t wy x€u | u~w w z uy|  ~ tuvu~x ~w~z w uz peregrinos pobres e doentes. E, facto culminante na vida do ínclito e apostólico Prelado, cerca de cinco anos depois da primeira aparição, a Santa Igreja levanta pela primeira vez a sua voz para falar dos acontecimen-[27]tos de Fátima pela boca do venerando Prelado de Leiria. A três de maio de mil novecentos e vinte e dois, o Senhor D. José Alves Correia da Silva publica uma provisão – o primeiro documento oficial sobre tão momentoso assunto–, não para se pronunciar acerca da origem e natureza dos fenómenos extraordinários, mas para preparar os elementos em que se há-de basear a autoridade eclesiástica, a fim de poder proferir com pleno conhecimento de causa o seu veredicto. Nessa provisão nomeia a comissão encarregada de estudar os factos considerados miraculosos e organizar o respetivo processo canónico. É esta comissão que tem a honra de apresentar agora a Sua Excelência Reverendíssima o resultado dos trabalhos a que procedeu em obediência às determinações dessa provisão. O interrogatório oficial de Lúcia de Jesus Em virtude da importância excecional que possui um assunto desta natureza, convém examinar detidamente o relatório do processo verbal a que foi submetida a principal protagonista das aparições em tal época e em tais circunstâncias da sua vida que o seu depoimento não pode deixar de oferecer as mais seguras garantias de credibilidade. Foi no dia seis de julho de mil novecentos e vinte e quatro que Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. José Alves Correia da Silva, venerando Bispo de Leiria, em ofício endereçado ao Senhor Bispo do Porto, D. António Barbosa Leão, requereu licença para que os reverendos Doutores Monsenhor Cónego Manuel Pereira Lopes, professor do Seminário do Porto, Manuel Marques dos Santos, professor do Seminário de Leiria e Manuel Nunes Formigão, professor do Seminário de Santarém, interrogassem a única vidente sobrevivente, reduzindo a auto as suas declarações para serem juntas ao processo eclesiástico que estava correndo na diocese de Leiria acerca dos acontecimentos sucedidos em Fátima em mil novecentos e dezassete. Lúcia de Jesus [27v] tinha então dezassete anos de idade, e estava internada no Asilo de Vilar, da cidade do Porto, dirigido pelas religiosas do Instituto de Santa Doroteia. O interrogatório realizou-se a oito de julho do mesmo ano, precisamente no dia seguinte ao último do primeiro Congresso

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