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z ~x xx {, alguém aventou a ideia de a
transportarem para a terra da sua naturalidade e assim se fez,
promovendo-se uma subscrição para esse fim. Muitas pessoas que a
não tinham querido receber em sua casa, depois que a pequena morreu
já se mostravam solícitas em lhe prestar homenagem, até talvez com um
bocadinho de exagero, o que provocou alguns reparos justos dum ilustre
sacerdote. Esteve o cadáver da pequena na casa de despacho da igreja
dos Anjos, aguardando a remoção para a estação e as necessárias
formalidades, saindo depois com grande acompanhamento. Alguém notou
a coincidência de, quando saiu o enterro, se achar na igreja o Dr.
Domingos Pinto Coelho15 e algumas pessoas de família, que por incidente
ali haviam ido, e relacionou este facto com o célebre artigo escrito por
esse ilustre advogado em outubro de mil novecentos e dezassete, o qual,
apesar de ortodoxo, motivou reparos dalguma gente que ferve em pouca
água. A pequena deixou dois segredos para uma pessoa que se tem
interessado por este assunto16. Em suma e em conclusão: Deus permita
que a luz da verdade resplandeça sobre este caso, não só pelo que
possa ter de miraculoso, como pelas consequências que daí possam
resultar para a regeneração espiritual desta nossa querida Pátria.
Entretanto, seja como for, vamos nós cumprindo a exortação que a
pequena atribuiu a Nossa Senhora e que é, afinal, a doutrina da Igreja:
“Façamos penitência! Evitemos o luxo e o pecado da carne! Não nos
obstinemos no pecado”, para que não nos suceda como a uns infelizes a
quem a pequena se referiu, quando, dizendo-lhe a madrinha que era
preciso também orar por sua intenção, ela respondeu: “Pois sim,
madrinha, mas esses já não têm remédio!”
[18v] O concurso de peregrinos
Um dos aspetos mais impressionantes do caso de Fátima é a
concorrência enorme de fiéis ao local das aparições, que assume
15 Advogado. Nasceu em Lisboa a 8 de outubro de 1855. Foi diretor da Associação
Central da Agricultura e do jornal “A Época”. Colaborador em vários jornais: “O
Portugal”, “A Nação”, “A Ordem”, “Novidades”, “A Voz”. Foi autor de vários
livros em matéria jurídica. Fez parte da direção legitimista e da Lugar-Tenência de
D. Miguel II. Foi eleito senador e vice-presidente do senado durante o governo
de Sidónio Pais. Faleceu a 14 de julho de 1944. Assinava os seus artigos com o
pseudónimo: A. de F.
16 O próprio Dr. Formigão.