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código para a Igreja Oriental. De Roma voltará para a Suíça, onde vive
habitualmente, não podendo tornar a Constantinopla, visto ser um
perseguido dos turcos, que o matarim, se o lá apanhassem. Era cismático
e converteu-se há quase dois anos, entrando na Igreja Católica. Falei-
-lhe em Nossa Senhora de Fátima de que ele não conhecia nada, e
prometi mandar-lhe a “Révue du Rosaire”, o que fiz, mandando-lhe
juntamente o livro do Dr. Fischer e uma fotografia da imagem de Fátima.
Ficou contentíssimo, e desfazia-se depois em agradecimentos, não
duvidando que Deus é que me tinha mandado ir ter com ele, para lhe
falar de Nossa Senhora de Fátima, de que ele não conhecia nem, sequer,
o nome. Já veio ao Colégio visitar a nossa linda imagem, gostando muito.
Dei-lhe também um exemplar de as “As Grandes Maravilhas de Fátima”
que me pediu um rapazinho português das suas relações que se encontra
na Suíça num sanatório de tuberculosos. Levou também o artigo, sobre
as aparições de Fátima, ultimamente publicado na “Stella Matutina” a
que atrás me referi, e disse que o ia mandar à família real da Grécia, que
se encontra exilada em Florença, e cujos membros apesar de serem
cismático ferrenhos são muito devotos de Nossa Senhora.
Prouvera a Deus, que, por intercessão de Nossa Senhora do Rosário
de Fátima, essa nobre família seguisse o exemplo deste arquimandrita,
entrando também na Barca de S. Pedro – sujeitando-se ao único Pastor
do rebanho de Cristo, ao Pontífice Romano...
Havia muito mais que dizer continuando na mesma ordem de ideias,
mas como esta já vai tão longa, forçoso é pôr ponto no discurso.
Antes porém, de terminar, quero pedir a V. Exª mais alguma coisa. É
que nós precisamos muito de fotografias para ilustrar os artigos a que
me tenho referido. Por isso, peço a V. Exª o favor de dar ordens, para
que nos sejam mandadas bastantes fotografias, e o mais breve possível,
se entender que elas poderão concorrer alguma coisa para tornar Nossa
Senhora de Fátima mais conhecida e mais amada por esse mundo além.
Permito-me apontar algumas de preferência: As que veem
reproduzidas na “Revue du Rosaire” a págs. 13, 15, 25, 32, 34, 35, 36,
37; a gravura reproduzida na capa de “As Grandes Maravilhas de Fátima”;
e outras neste género, que são as que impressionam mais estes
estrangeiros sempre muito exigentes. Talvez não ficasse mal também
uma ou outra dos monumentos históricos da região, especialmente da
Batalha.
Por agora, precisava também de um exemplar de “As Grandes
Maravilhas de Fátima” para um sacerdote de Módena, muito meu amigo,
Doc. 118 1930-03-23