422 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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marianas de Itália – artigo, que será continuado no número seguinte.
Atualmente estamos preparando três artigos, que devem ser
publicados numas revistas da “Obra Cardeal Ferrari”, editadas em
Bolonha.
Os leirienses acabámos de constituir uma sociedade (de
responsabilidade limitada) e vamos fazer uma edição de estampas de
Nossa Senhora de Fátima, em fotografia. A tiragem desta primeira edição,
que é mais a título de experiência, será de 1500 exemplares, e serão
vendidos a trinta ou trinta e cinco centésimos cada um; ou seja a 30 ou
35 liras o cento. Baratinhos, como vê, comparando com os que aí vende
a casa “Estrela dos Peregrinos”, que custam nada menos que 1$00 cada
um. O ganho, que houver, servirá para ajudar a pagar uma coleção de
umas setenta fotografias, que pedimos ao Rev. Pizarro. Afinal, é uma
reprodução, em ponto maior, da coleção dele. Estas fotografias servirão
para ilustrar umas conferências de propaganda de Nossa Senhora de
Fátima, que o nosso dedicadíssimo Sr. P. Fonseca se propõe fazer no
salão do Instituto Bíblico durante as férias da Páscoa. Oxalá que essas
conferências sejam muito concorridas, como, aliás, é de esperar,
tratando-se de um assunto destes, e por demais, ilustrado com projeções
luminosas.
Segundo nos consta, um lente da faculdade de Filosofia, também
empregado na redação da “Civiltà Cattolica”, está pensando num artigo
sobre Fátima, que publicará no fim deste ano escolástico – lá para Agosto.
E talvez que este mesmo professor por aí apareça neste verão; pois, se
me não engano, irá também ao congresso do Apostolado da Oração.
Tomo agora a liberdade de narrar a V. Exª. uma das aventuras mais
curiosas da minha vida. É o seguinte:
No dia 8 do corrente, quando chegámos ao Pincio depois das aulas
da tarde, encontrei ali sentado um Padre oriental cuja figura e hábito me
impressionaram profundamente. E, não sei porquê, senti-me tentado a
ir ter com ele e falar-lhe em Nossa Senhora de Fátima. Comuniquei este
pensamento aos colegas, e todos tomámos o caso a rir, dizendo que
era uma ideia extravagante como tantas que vêm à cabeça de rapazes
novos. Mas tomando o ponto mais a sério, e não fazendo caso da única
dificuldade, que teria pela frente – a questão da língua, que ele falaria –
aproximei-me, pedindo-lhe desculpa e perguntando-lhe em italiano se
ele falava italiano ou latim. Respondeu-me que não, em Francês. Claro
está que não tive outro remédio, senão ir arranhando o meu francês,
conforme pude. Quem havia de ser este sacerdote? Um Arquimandrita