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! " ! # $ % Vigário de Cristo. Porque – reconheçamo-lo
sinceramente – não há Nação no mundo que tenha amado o Papa como
Portugal.
Íamos quase a dizer: não há Nação no mundo que tenha amado a
Virgem, que tenha amado a Cristo como Portugal!
Não é uma hipérbole da retórica; é a afirmação solene de toda a
nossa “grande e bela História” como dizia o Papa, em setembro último,
aos Romeiros de Portugal.
Risquem o nome do Papa do pergaminho sagrado da nossa História:
– arranquem o Rosário da Virgem das mãos calosas dos nossos
marinheiros; – apaguem as chagas de Cristo do pendão da nossa Glória;
– e a nossa História não mais terá sentido, – e a epopeia das caravelas
não mais será grande, – e a glória das conquistas não será mais nossa!
O Portugal da História – a grande Pátria que cá fora ainda se respeita
e ainda se admira, como Pioneiro glorioso da Civilização – é o Portugal
da Fé, é o Portugal da Imaculada, é o Portugal do Amor ao Papa, é –
podemos já dizê-lo – o Portugal da Senhora de Fátima.
É só esse Portugal que é grande.
É só esse – o único verdadeiro – que o nosso Embaixador representa
no Vaticano, e representava, domingo último, na Festa do Colégio
Português.
Lá vimos, de manhã, na solene inauguração da Capela, e à noite, na
bela sessão académica, em honra da Senhora de Fátima.
Lá estavam também, – além de numerosa representação do Colégio
Espanhol, que honra com muito brilho, aqui em Roma, a grande Pátria
de Suarez e de Lugo, – quase todos os religiosos portugueses, que têm,
nestas festas íntimas, um “perfumado ramalhete de saudades, com que
matar as que por cá se sentem”... Nos filhos da Nação irmã, o Colégio
Português tinha a Espanha Cristianíssima, de que a Virgem é também
Rainha e Padroeira. Nos religiosos que o sectarismo expulsou da Pátria,
o Colégio Português via os obreiros maiores da nossa grandeza nacional,
os paladinos devotados do Amor à Virgem.
Ficava assim mais bela e mais completa a consagração do nosso
Colégio em Roma, à celeste Padroeira da nossa Terra.
* * *
Decorreu com muito brilho a sessão solene realizada, à noite, no
salão nobre do Colégio. Executado o hino de Nossa Senhora de Fátima,
que a gente ouviu com a alma cheia de saudade, o Rev. A. Ribeiro,
Presidente da Congregação Mariana do Colégio, que promovera esta
Doc. 115 1930-01-01