412 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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que já não teriam a Senhora de Fátima na Festa da sua Capela nova.
Foi por isso que a Capela do Colégio não se inaugurou em Setembro.
Foi por isso que na homenagem aos Peregrinos, o luto da Capela pesava
um pouco sobre as almas dos portugueses que vivem em Roma, e dos
Portugueses da Romagem Nacional.
* * *
Mas a Virgem preparava-lhes uma surpresa, que era um mimo do
Seu terno coração de Mãe... A linda imagem da Senhora de Fátima
chegava a Roma nas vésperas da Festa da Imaculada Conceição, a
oferecer aos rapazes do Colégio o poema sublime desta simples
coincidência: – no mesmo dia em que, há 75 anos, Pio IX definia ao
mundo a Conceição Imaculada de Maria, – a Casa de Portugal em
Roma – a nossa casa em Roma, como nos dizia Mgr. Cordeiro –
consagrava à Senhora de Fátima o altar mais rico desse cantinho
português, – símbolo místico da grande consagração: a consagração
das almas de todos os que lá trabalham, à Celeste Padroeira da nossa
Terra!
E onde a fria perspicácia dos livres-de-pensar veria apenas a colisão
banal de duas linhas matematicamente estúpidas – a alma, cristã e
portuguesa, dos rapazes do Colégio, viu um mimo carinhoso da Bondade
materna da Virgem!
E assim, no mesmo dia em que Roma toda acorria em festa à Praça
de Espanha, a cobrir de flores o monumento à Imaculada, flores brancas
de Amor, flores brancas de Pureza, – a colónia portuguesa em Roma,
tributava à Senhora de Fátima – na Casa que o Papa nos deu – a
homenagem sentidíssima ao Portugal da Imaculada, ao Portugal da Fé
antiga, ao Portugal do Amor ao Papa.
Não quiseram faltar, na bela Festa do Colégio Português, o nosso
ilustre Ministro no Vaticano e sua Ex.ma Esposa.
Foi uma grande honra e um prazer gratíssimo, para os rapazes do
Colégio.
Porque assim, na Festa da sua Capela nova, eles não viam apenas a
grande Instituição de que a Virgem é Mestra e Mãe! Eles viam, numa
visão de Fé e de saudade que lhes enchia a alma, a representação fidalga
do Governo da sua Pátria, e, através dela, o velho Portugal das Quinas,
o grande Portugal das Quinas, com toda a sua História incomparável de
amor ao Papa, de Amor à Virgem, de Amor a Cristo!
Não há diplomata português, sobre o qual pese tão gloriosamente
toda a nossa epopeia nacional, como sobre o Embaixador distinto na