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äåæçèé è çè ééèæêåëìéè íêåë îìïìèð êåë ë éè ñòîë ó ñææè ôëòõñéè öìòõè
pousado os seus pés; enganaram-se pois a verdadeira lá ficou), os postes,
lanternas e outros objetos que o povo tinha ofertado, para depois, à
noite, se fazer como se fez uma procissão aparatosa (parodiando) isto
com capas ou opas de panos de apanhar azeitona, farragoilos, lanternas,
panos dos mesmos farragoitos, varas do pálio = varas ou varejões de
varejar azeitona, cânticos = a ladaínha à desgarrada, e pelo meio, da
procissão em fingido triunfo, os objetos trazidos da Cova de Iria. Aqui e
acolá parava a procissão, aparecia um orador empoleirado, com grandes
elogios afetados à Senhora de Fátima, com grandes gargalhadas da
assistência (que não passava da canalha ordinária e mirones a maior
parte indignados). Até que no melhor da paródia uma mulher, indignada,
duma janela lança sobre o magote avinhado a tigela da casa, deixando-
-os a escorrer em porcaria! Levanta-se em volta, digo, na frente da
casa da mulher toda aquela paródia blasfemando e gritando!... E a mulher
foi no dia seguinte chamada à administração para pagar multa, que ela
não quis pagar, sem multarem primeiro os promotores dos insultos às
suas crenças e às do povo português. Fizeram depois uma exposição
dos objetos que trouxeram da Cova de Iria, com quota de entrada. Só
a canalha lá foi. Santarém indignou-se! Quando foram oferecer o produto
da exposição à misericordia (uma bagatela) o seu digno Provedor
indignou-se e que não aceitava o produto dum insulto e duma mixórdia
que indignou toda a gente séria de Santarém! E despediu-os. O diabo
paga bem a quem o serve.
Lisboa. A imagem e em volta da imagem.
Em Lisboa, pela maçonaria principalmente, corre o boato que pela
Ascensão de 1920, vindo, para Torres Novas, de Braga, uma imagem
das aparições, se faria de Torres Novas à Fátima uma romaria, com
essa imagem, em que viriam milhares de automóveis de Lisboa e de
outras partes e com gente a cavalo, em carros, a pé, em centenas e
centenas de milhar, a reação se poria em campo, com milhares de padres,
de jesuítas, com centenas de crianças vestidas de anjos etc., se faria
uma parada nunca vista igual. Boatos, sem provas, tendenciosos da
maçonaria para esmagar ou melhor para obter tropas do governo para
esmagar a reação e destruir de vez a crença nas aparições de Nossa
Senhora de Fátima. O diabo ainda que tudo isto fosse exagerado acertara
no que dizia respeito à imagem; porque uns dias antes da Ascensão
chegou a imagem de Braga a casa do Gilberto, que a ofereceu depois.
Doc. 114 1929-12-18