393
ü ý þ ÿ þ c c ÿ ÿ ÿ ÿ ÿ c ÿ þ c ü c ü c c ÿ
firmamento de Portugal.
Viu-os de longe a Virgem de Fátima, e lá vem Ela de romaria à Cidade
Eterna, lá vem seguindo os passos dos seus peregrinos, lá vem não para
voltar como vós, mas para ficar aqui nesta sua casa, ali na capela contígua
e dali animar os trabalhos, aliviar os recreios, velar os sonos, aquilatar a
piedade, santificar os triunfos destes seus portugueses, fazendo-os dignos
de Portugal e da Igreja, do altar e de Deus.
Não é verdade que eles estão destinados a ser instrumento da Mãe
Santíssima nos milagres talvez físicos, decerto morais que amanhã há de
operar na nossa pátria? E por isso mesmo não é justo que presida à sua
formação? Que Ela mesma, artista divina e divinamente primorosa, com
sua mão afeiçoe e aperfeiçoe a seu talante, os seus instrumentos? Com
aquela mão infinitamente delicada, com aquele coração imensamente
terno, com aquele desvelo, com aquela perícia, com aquela aplicação e
entusiasmo com que colaborou à formação do Sacerdote divino, Jesus?
Realmente nem melhor artista, nem mais acabado modelo, nem mais
sublime ideal pode propôr-se à juventude, que ao sacerdócio se destina.
Já que Maria, a “Virgo Sacerdos”, de Santo André Cretense, é o mais
subido ideal da dignidade sacerdotal, o mais acabado modelo da
perfeição sacerdotal, a mais desvelada artista e eficaz protetora da
formação sacerdotal.
Sublime ideal da dignidade. Ela que com o seu “fiat” omnipotente
tirou o Verbo do seio do Padre e o deu aos homens feito Carne, Ela que
viu o sol divino em tudo obediente às suas ordens, Ela que unindo o
sacrifício da alma ao holocausto do Redentor com ele e nele se imolou;
Corredentora do género humano, Ela que sublimada à direita do Pontífice
Eterno com ele no conspecto de Deus “semper vivit ad interpelandum
pro nobis”, – não verifica Ela em si o ideal do Sacerdote que todos os
dias chama do céu sobre o altar ao mesmo Filho de Deus, que o vê tão
sujeito ou mais, se mais é possível, às suas ordens, que o pode também
sustentar nos braços, embalar no Coração, oferecer a Deus, apresentar
à adoração dos homens, que com ele renova o sacrifício da Cruz, que
com ele ora pelo povo medianeiro entre Deus e os homens? E se Maria
a Medianeira universal das graças de Deus, não é também o sacerdote
medianeiro e medianeiro universal? Afinal toda a vida sobrenatural da
Igreja ao sacrário se refere e flui do Sacrário num fluxo e refluxo perene
e divino: e o sacrário pode lá existir sem o sacerdote?
Nem é Maria menos acabado modelo da perfeição sacerdotal ou
consideremos o sacerdote na preparação, ou na receção, ou no exercício
das ordens.
Doc. 109 1929-10-17