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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 11 …um volume mais manuseável, que disponibilizasse as fontes consideradas mais importantes, passível de tradução noutras línguas…
  • p. 17 …Acreditava, porém, que por trás daquelas manifestações podia estar “uma premeditada especulação financeira, cuja fonte de…
  • p. 37 …Entretanto, é minha opinião que se trata duma premeditada especulação financeira, cuja fonte de receita existe…
  • p. 226 …vista deles e das informações colhidas doutras fontes, V. Excia Revma se dignará determinar o que…
  • p. 353 …Julieta Fonte, Rua do Breyner, nº 214 Porto. Quero que lhe escrevas uma carta comprida, o…
  • p. 375 …abundante como a água que jorra da fonte miraculosa. Reza-se e deseja-se fazer sempre…
  • p. 393 …Brotava tão copiosa a fonte da cristandade no coração português, que não bastava a pequenina taça…
  • p. 394 …sua mão, na charneca árida brotou uma fonte de fé e de milagres, milagres do corpo…
  • p. 431 …Ao chegarem ao ponto, onde se encontra atualmente a primeira fonte, veem fuzilar um novo relâmpago…
  • p. 441 …com José Pereira Lopes, do Casal da Fonte, freguesia de Assentiz, concelho de Torres Novas. O…
  • p. 463 …O motivo dessas felicitações era para o venerando Antístite mais uma fonte de preocupações e responsabilidades…
  • p. 472 …A água da fonte miraculosa é levada pelos romeiros ou expedida pelo correio para todos os…
  • p. 496 …manancial de saúde para os corpos, uma fonte inesgotável de curas verdadeiramente maravilhosas. Ainda na época…
  • p. 497 …Dos diversos pontos de Portugal e doutras nações chovem incessantemente os pedidos de água das fontes…
  • p. 502 …a  aa  a ! aa duma fonte de água abundante no próprio local das aparições…
  • p. 521 …Para a Missa dos Doentes, todo o vasto recinto delimitado pelo Hospital, pela Fonte e pelo…
  • p. 598 …com resignação cristã, serão para ela uma fonte de merecimentos que hão de tornar mais brilhante…
  • p. 610 …genesíaco: – Et apertae sunt cataractae aquarum et fontes abyssi magni. Não se queixavam, tamanha era a…
  • p. 623 …da Agreireira (Torres Novas) 267 Casal da Fonte (Torres Novas) 439 Casal Menino (Ourém) 29 Castelo…
  • p. 626 …528, 530, 531, 533, 535, 553, 554 FONTE, Julieta 351 FORMIGÃO, Manuel Nunes 10, 11, 12…
392 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
ê êëìíîêï ð êñìðòðï ê ñìêóôõö óìí ð óõ õìôïõ ÷ðíîöøùïîõ ðöôêúêí êîóûê
sentados nas terras do gentilismo e nos gelos da morte.
Terra de Santa Maria! Abençoada terra portuguesa!
Oh! Porque mudaram os tempos? Porque passou a primavera que
devia ser perpétua? porque veio o inverno carrancudo e gelado? Nortou
o vento da indiferença e crestou todo aquele viço! No jardim
desfolharam-se as flores, definharam as plantas, caíram pecos os frutos;
e a Terra de Santa Maria ameaçava tornar-se um pragal maninho onde
pululasse todo o mal, uma charneca árida e ressequida para o bem.
Felizmente que Maria velava do céu sobre o paraíso, sobre a terra
sua!
E Ela desceu do Céu a horas de meio-dia, como se o repicar das
Avé Marias fosse toque a rebate que a chamasse; desceu sobre a
azinheira enfezada, na charneca maninha. A charneca era realmente o
símbolo da terra ressequida; a azinheira a imagem da árvore frondosa,
que, por falta de chuva do céu, por efeito da secura da terra se ia, dia a
dia, cada vez mais definhando.
A divina jardineira desceu; e ao encanto da sua voz, ao império do
seu olhar, ao contacto milagroso da sua mão, na charneca árida brotou
uma fonte de fé e de milagres, milagres do corpo e milagres da alma,
onde Portugal (pródigo que volta à casa materna!) vem lavar os andrajos,
curar as chagas, beber a fé antiga, e com ela rejuvenescer as forças,
retemperar a saúde, recuperar todas as virtudes dos avós.
Mas a Virgem do Rosário, não contente com que os filhos venham a
Ela, vai Ela a buscá-los, de monte em monte, de vale em vale, em romaria
apostólica, a todas as terras, a todos os casais, a cada família. Quem há
hoje por lá que não conheça, que não tenha visto, que não tenha falado
na oração simples e confiada com a Senhora do Rosário de Fátima? E
que da conversação não tenha saído ou prometido sair melhor? A Virgem
do Rosário é hoje a grande Missionária de Portugal. Graças a Ela, a
terra de Santa Maria será sempre a abençoada terra portuguesa.
Havia porém uma nesgazinha de Portugal, separada por meia Europa
do solo pátrio, uma pedra preciosa desengastada lá dos nossos montes
e engastada aqui neste grande relicário da cristandade, nesta coroa do
mundo que é Roma: o Colégio Português onde filhos de Portugal, romeiros
da fé e do saber, da piedade e das letras, da santidade e da ciência se
formam para serem a luz do mundo e o sal da nossa terra, para brilharem
como lâmpada sobre o candelabro, como farol sobre a torre, como

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