364 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
uv wxv y wz v {|z wuz z }~v z Virgem do Rosário de Fátima com o
“Imprimatur” do Venerando Prelado de Leiria, em 17 de maio de 1926.
Como e por quem foram enviadas tais estampas ao Santo Padre,
ainda o ignoramos, mas não podemos deixar de ver aqui mais um episódio
interessante, para a história de Fátima. Que importância tem o facto?
Para os incrédulos e indiferentes, que vivem bramindo e escabujando na
sua miséria moral, – nenhuma, absolutamente nenhuma. Porém para os
católicos, para os crentes, para os filhos submissos da Igreja, para quem
não acredita inútil o “Ego rogabo pro te ut non deficiat fides tua” do
Divino Mestre a Pedro, não é esta uma banal e insignificante atitude do
Santo Padre.
Não se trata evidentemente duma definição perentória, duma
afirmação solene da sobrenaturalidade de Fátima, e seria insensato tal
pretender. Contudo, ouvimos já a alguém, de grande autoridade pelo
seu saber e virtude, cujo nome calamos para obedecer às exigências da
sua modéstia, chamar a tal facto “uma aprovação implícita”. Se parecer
exagerada esta apreciação autorizada, ninguém recusará ver aqui uma
simpatia do Vigário de Cristo, bem para assinalar. O papa conhece as
maravilhas de Fátima, o Papa pensa em Fátima, e isto já é muito para os
que conhecem a vida providencial da Igreja, para os que sabem ter
assim começado as coisas mais gloriosas, que hoje são reconhecidas
como verdades inegáveis e factos indestrutíveis.
Os alunos do Colégio Português em Roma, guardarão, sem dúvida,
avaramente, essa relíquia de Fátima, que “o Papa entregou a cada um
pela própria mão”, e esperamos, em Deus e na Virgem, que um dia
constituirão uma página gloriosa de Fátima, início do triunfo dum processo
histórico.
[...]
Que a devoção à Virgem de Fátima progrida e se intensifique, que a
nação lusa se mostre devidamente grata aos céus, e Maria será sempre
a chave da nossa história, dessa história que iluminou o mundo com os
seus refulgentíssimos rasgos de luz.
LEMNIS3
3 Este pseudónimo foi interpretado pelo Padre José Maria Félix como sendo
inspirado na palavra amnós, cordeiro, e atribuiu a autoria do artigo ao Reitor do
Colégio Português, na época, Mons. Porfírio da Silva Mendes Cordeiro, da
Diocese de Portalegre.