348 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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quisesse iluminar o céu com o seu esplendor.
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Terminada a procissão, à meia-noite, todos se reúnem em volta do
altar onde será exposto o Santíssimo Sacramento.
D. José Correia da Silva faz a meditação dos mistérios do Rosário e
aquelas 150.000 pessoas escutam as suas palavras calmas num religioso
e devoto silêncio.
Pelos altifalantes instalados no recinto, quer se reze quer se cante, é
sempre um extraordinário uníssono que se eleva ao céu.
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É admirável a veneração daquela boa gente para com os Bispos.
Neles, veneram também o Chefe máximo da Igreja, o Papa.
A adoração noturna dura até às 3 horas da manhã.
Começam então as Missas, cuja celebração prossegue até ao meio-
-dia nos seis altares ali erigidos. Celebraram a Santa Missa cerca de
120 sacerdotes.
A Comunhão, que começou às primeiras horas da manhã, continua
até ao meio-dia e são mais de 18.000 as pessoas que se abeiram da
Mesa Sagrada.
O lançamento da primeira pedra
Pelas 10 horas da manhã do dia 13, D. Manuel Mendes dos Santos,
Arcebispo de Évora, acompanhado de D. José Correia da Silva, dirige-
-se ao local onde irá ser benzida e lançada a primeira pedra da futura
igreja.
Rodeiam-no, em respeitoso silêncio, muitos sacerdotes, escuteiros e
“Servitas de Nossa Senhora de Fátima”, para além de fiéis de todas as
idades, condições e sexos.
“Ali deve surgir o maior monumento moderno da devoção de Portugal
a Nossa Senhora”, disse D. Manuel Mendes dos Santos, Arcebispo de
Évora.
A procissão com a imagem de Nossa Senhora
Os momentos mais solenes são os da Missa, ao meio-dia, e da Bênção
dos Doentes. A Missa é celebrada por D. José Correia da Silva e a
Bênção é dada por D. Manuel Mendes dos Santos. Assistem 300.000
pessoas.