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uma vez, ouvido falar de Fátima.
Há onze anos que, ano após ano, vemos vir enormes multidões, que
se contam pelas centenas de milhar de pessoas.
A história de Fátima
Duas palavras de história.
Quando, no ano de 1917, fervilhava a guerra, três jovens – duas
raparigas e um rapaz – contaram à família ter visto uma Senhora sobre
os ramos de uma pequena árvore. Era, segundo afirmavam, a Senhora
do Rosário, e que a mesma os tinha exortado a rezarem o terço e a
fazerem penitência.
A família não lhes deu qualquer crédito, mas a notícia correu de aldeia
em aldeia.
Nos meses que se seguiram, com a fé de alguns, mas com a dúvida
da maioria, esses factos continuaram, os espectadores cresceram e o
13 de outubro contou com a presença de 70 a 80.000 pessoas.
Estes são os factos.
***
Depois disso, as graças extraordinárias, as curas e as conversões
por intercessão da Virgem Maria sob a invocação de Nossa Senhora
do Rosário de Fátima, são agora inumeráveis.
Falemos agora da peregrinação destes dias.
A grande peregrinação
Durante vários dias, os peregrinos encaminham-se para Fátima.
Porém, em 12 de maio, a turba aumenta e cresce cada vez mais. Uns
dirigem-se a pé, caminhando por muitas dezenas de quilómetros, outros
em pacientes burros ou mulas, outros a cavalo, em automóveis e camiões.
As informações oficiais dizem-nos que chegaram a Fátima mais de 11.000
automóveis.
À noite, o grande retângulo murado, onde decorrem as cerimónias
religiosas e onde vão surgindo, a pouco e pouco, as capelas e outros
edifícios, estava apinhado de gente.
Às 10 horas, um sacerdote faz a meditação dos mistérios do Rosário.
Terminada a Recitação do Rosário e a Ladainha, tem início a
“Procissão das Velas” e aquela multidão de 150.000 pessoas estende-
-se por um enorme rio de luz, desdobrando-se ao longo das paredes,
Doc. 94 1928-06-03