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Doc. 89
1927-07-24
Carta de Lúcia à Mãe, sobre a devoção dos cinco primeiros sábados.
Publ.: DCF, V-1 - Doc. 2
7 8 7 24-7-1927
Minha querida Mãe
Como sei que, ao receber uma carta minha, recebe ao mesmo tempo
uma consolação resolvi escrever esta para a animar a oferecer a Deus o
sacrifício da minha ausência; em verdade compreendo o quanto sente
esta separação, mas creia que se nós nos não separássemos
voluntariamente encarregar-se-ia Ele de o fazer; senão vejamos: o tio
Manuel que dizia não deixar sair de casa os filhos e como Deus lhos
levou; por isso eu queria que a Mãe com generosidade oferecesse à
Santíssima Virgem esse ato de reparação pelas ofensas que Ela recebe
dos seus filhos ingratos; queria também que a Mãe me desse a consolação
de abraçar uma devoção que sei é do agrado de Deus e que foi a nossa
querida Mãe do céu quem a pediu; logo que tive conhecimento dela,
desejei abraçá-la e fazer com que todos os demais a abraçassem. Espero
portanto que a Mãe me responderá a dizer que a faz e vai procurar fazer
com que todas essas pessoas que aí vão a abracem também, não poderá
nunca dar-me consolação maior do que esta. Consta só em fazer o que
vai escrito neste santinho; a confissão pode ser noutro dia e os 15 minutos
é o que me parece lhe vai fazer mais confusão, mas é muito fácil; quem
não pode pensar nos mistérios do Rosário? Na anunciação do Anjo e
na humildade da nossa querida Mãe que, ao vêr-se tão exaltada, chama-
-se escrava; na paixão de Jesus que tanto sofreu por nosso amor e a
nossa Mãe Santíssima junto de Jesus no Calvário; quem não pode assim
nestes santos pensamentos passar 15 minutos junto da Mãe mais terna
das Mães. Adeus, minha querida Mãe, console assim a Nossa Mãe do
Céu e procure que muitos outros a consolem também, e assim dar-me-
-á também a mim uma inexplicável alegria.
Sou sua filha muito dedicada que lhe beija a mão
Maria Lúcia de Jesus
Doc. 89 1927-07-24