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ÕÖר Ù
1917-06-p.141, Fátima
Interrogatório do Pe. Manuel Marques Ferreira, pároco de Fátima, a Lúcia,
sobre a aparição de junho, na Cova da Iria.
Publ: DCF, I - Doc.2
ÚÛ Aparição – 13-6-1917. Diz a Lúcia que esteve um bocado à
espera e durante este tempo esteve a rezar o terço e quando iam para
rezar a ladainha disse: não comecem que já não têm tempo, pois estava
muita gente, por já ter visto o relâmpago e dirigiu-se à carrasqueira com
o povo que estava: ao chegar fez uma vénia dobrando um joelho e ao
mesmo tempo chegou a Senhora vindo em linha oblíqua do lado do
nascente e fez a pergunta:
– Então o que é que me quer?
– “Quero-te dizer que voltes cá no dia 13 e que aprendas a ler para
te dizer o que te quero.”
– Então não quer mais nada?
– Não quero mais.
O traje era: um manto branco que da cabeça chegava ao fundo da
saia, era dourado da cintura para baixo dos cordões a atravessar e de
alto a baixo e nas orlas era o ouro mais junto. A saia era branca toda e
dourada em cordões ao comprido e a atravessar, mas só chegava ao
joelho; casaco branco sem ser dourado, tendo nos punhos só dois ou
três cordões; não tinha sapatos, tinha meias brancas, sem serem douradas;
ao pescoço tinha um cordão de ouro com medalha aos bicos; tinha as
mãos erguidas; tinha nas orelhas uns botões muito pequeninos e muito
chegados às orelhas; separava as mãos quando falava; tinha os olhos
pretos; era de meia altura.
1 Não é referida a data exata do interrogatório, mas na redação final do depoimento
de Lúcia (6 de agosto de 1918), o pároco diz: “Logo após o dia treze de junho,
comparece na minha presença...”.
Doc. 2 1917-06-p.14