30 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
Ô Lúcia disse que andavam todos... e todos viam uma mulher. O
Francisco que só a viu quando ela partiu. A Lúcia disse que estavam
assentados todos e que a mulher apareceu ficando para o lado da Fátima.
Primeiro viram um relâmpago, levantaram-se e começaram a juntar
as ovelhas para se irem embora com medo, depois viram outro
relâmpago, depois viram uma mulher em cima duma carrasqueira, vestida
de branco, nos pés meias brancas, saia branca dourada, casaco branco,
manto branco, que trazia pela cabeça, o manto não era dourado e a saia
era toda dourada a atravessar, trazia um cordão de ouro e umas arrecadas
muito pequeninas, tinha as mãos erguidas e quando falava alargava os
braços e mãos abertas.
Essa mulher disse que não tivessem medo, que não lhes fazia mal.
Perguntou a Lúcia:
– Que lugar é o de vossemecê?
Ela disse:
– O meu lugar é o céu.
– Para que é que vossemecê cá vem ao mundo?
– Venho cá para te dizer que venhas cá todos os meses até fazer seis
meses e no fim de seis meses te direi o que quero.
– Vossemecê sabe-me dizer se a guerra ainda dura muito tempo ou
se acaba breve?
– Não te posso dizer ainda enquanto te não disser também o que
quero.
Perguntei-lhe se ia para o Céu e ela disse-me:
– Tu vais.
– E minha prima?
– Também vai.
– E meu primo?
– Esse ainda há-de rezar as continhas dele.
E depois disto abalou pelo ar acima.
Os outros dois ouviram as perguntas e as respostas mas não fizeram
perguntas.
família do Barão de Alvaiázere, em Vila Nova de Ourém, para o cemitério de
Fátima, e colocado junto dos restos mortais do seu irmão Francisco. No dia 1 de
maio de 1951, efectuou-se a trasladação dos restos mortais de Jacinta para o
novo sepulcro preparado na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima
(lado poente).