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¬®¯° ±²®³ ±´ ² ¬®¯° μ°¶ Achou-o bastante descrente. Ele disse ao
senhor Prior: “coisa má não, porque se fosse não mandava rezar terços,
nem fazer oração”. E o senhor Prior retorquiu: – “Está enganado”. E
acrescentou: “o diabo serviu-se até dos sacramentos”, o que não gostou
de ouvir. Uma ocasião em que a Lúcia foi à Cova da Iria, dois guardas
que pareciam ser oficiais marcharam de lá com ela adiante dos cavalos
e vieram trazê-la a Aljustrel a casa da mãe e no caminho disseram-
-lhe: “Nós apeamo-nos e a menina agora vai a cavalo”. Mas a pequena
não aceitou o convite. E acrescentou: “eu do que tenho medo é que os
cavalos me pisem”. Então já que não quer ir a cavalo, vá lá para diante,
que nós não a deixamos pisar”. E depois foram levá-la a casa da mãe e
impuseram-lhe o preceito de naquele dia de lá não sair. Mas apenas
voltaram as costas saiu, ainda com uma hora de sol e foi ficar a sua casa.
Quando soube que tinha ido adiante dos cavalos ficou magoado e quando
ele e os seus a viram voltar, ficaram muito contentes.
A testemunha não sabe escrever.
A rogo da testemunha Anastácio Ferreira
Pe. Manuel Marques dos Santos, Promotor da fé
Doutor Padre Manuel Nunes Formigão Júnior, relator
Depoimento de Maria dos Santos
5. Maria dos Santos, de cinquenta anos de idade é casada com
Manuel Carreira e reside no lugar da Moita, freguesia de Fátima.
Soube pelo marido e por outras pessoas que a Lúcia dizia que lhe
tinha aparecido Nossa Senhora no dia treze de maio de mil novecentos
e dezassete, assim como a seus primos Francisco e Jacinta, pela hora
do meio dia solar.
No dia treze de junho antes do meio-dia, dirigiu-se ao local das
aparições onde não encontrou ninguém. Foi esperar ao caminho as
crianças, por ouvir dizer que elas vinham nesse dia. Não as conhecia
por serem pequenas, mas conhecia as famílias. Antes da sua chegada,
apareceram algumas mulheres de Boleiros, que tiveram que arrostar
com a troça das pessoas da sua terra. Juntaram-se todos, vindo com as
crianças algumas pessoas do termo de Torres Novas. Seguiram todos
até ao local. Ali perguntaram à Lúcia qual era a azinheira sobre a qual
tinha aparecido a Senhora e ela indicou-a com a mão. Depois dirigiram-
-se para a sombra de uma azinheira grande que ficava próxima, onde
estiveram algum tempo à espera. Pouco depois, tendo-lhe perguntado
se a Senhora tardava muito tempo, respondeu que não. Uma rapariga
Doc. 80 1923-09-23