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!" – Eu ponho a máxima cautela no que digo. Estou notando
o que dizem.
Por consequência daí podem provir até infeções transmitidas por
pessoas doentes que lá se tenham lavado.
É, portanto, um perigo para a saúde pública, além de uma sugestão a
que é levada a gente dos arredores da serra.
Os instigadores desta crença podem provocar uma reação natural
por parte dos espíritos esclarecidos ou que tenham conhecimentos
científicos.
É preciso que se ponha cobro nessa brincadeira e se tenha mão nos
sugestionadores.
Há tempo, ouvi dizer que tinha sido nomeada uma comissão da parte
dos instigadores da romaria para saber se os factos eram ou não
verdadeiros, tendo concluído que o eram. Essa comissão também terá
suas culpas no caso de vir a dar-se qualquer conflito.
Limito por aqui as minhas considerações.
O orador não reviu.
O Sr. Dias Andrade: – Ouvi com atenção as considerações do Sr.
Ramos de Miranda e começo por registar com aprazimento, o cuidado
que S. Exª teve de se meter dentro de uma elevada correção referindo-
-se aos factos que se passam em Fátima. Nada sei da ação dos
curandeiros da região.
Sei que, há alguns anos, e em certos dias ali vão muitos peregrinos
prestar culto à Virgem.
Ainda no último domingo, 13 deste mês, essa romaria se realizou,
juntando-se ali mais de 100:000 pessoas. O que ali se passou constituiu
uma grandiosa manifestação de fé.
Com relação aos feitos sobrenaturais de Fátima, ainda a igreja se
não pronunciou.
Foi iniciado o respetivo processo, que segue com o maior cuidado;
concluído ele, Roma falará, e o seu juízo será acatado por todos os
católicos.
A igreja procederá sobre a aparição de Fátima tal como se fez com
a aparição de Lourdes.
Não tem razão o ilustre Senador nas suas apreensões e nos seus
receios para o futuro.
A propósito eu vou citar um caso passado em França quando ali
começaram as peregrinações a Lourdes.
Um dia no Eliseu, na presença do marechal Mac-Mahon, Presidente
da República, houve alguém que estranhou que a essa peregrinação
Doc. 77 1923-05-18