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Joaquim Pedro Crispim, proprietário, moradora no Casal da Agreireira,
concelho de Torres Novas, sofria diariamente, havia alguns anos, de
adormecimento ou quase paralisia dos braços a ponto de o marido ter
por vezes de lhos amparar para que pudesse alimentar um filho que
tinha, precisando outras vezes de os aquecer com panos e de os esfregar
muito para ganharem um pouco de ação. Cheia de confiança em Nossa
Senhora de Fátima, lavou os braços por três vezes com água e terra do
local das aparições achando-se logo completamente boa.
– Manuel Gaspar, de 35 anos, natural de Ribeiros, Vila de Rei, casado
com Maria Umbelina, adoeceu gravemente em 15 de abril de 1922,
passando os dias e as noites em altos gritos. O seu corpo era todo ele
uma verdadeira chaga. Toda a gente o julgava perdido. Os médicos,
ainda os mais afamados, não conseguiram curá-lo nem sequer descobrir
a causa de tão horrível enfermidade. A 13 de maio muitas pessoas da
sua freguesia foram em peregrinação a Fátima e de lá trouxeram água e
terra do lugar das aparições, dizendo que possuíam uma eficácia
prodigiosa e que já tinham feito muitas curas. O pobre enfermo ficou
cheio de alegria e confiança, e, pondo de parte todos os medicamentos,
mandou lavar as feridas com a água e empoá-las com a terra. Depois de
alguns curativos desta natureza, experimentou notáveis melhoras e ao
cabo de alguns dias todas as feridas tinham cicatrizado, encontrando-se
agora de perfeita saúde.
– Maria José, de 10 meses de idade, de Viseu, foi atacada de
constipação, seguida de rouquidão e bastante febre. A avó, D. Maria
José de Lemos Queirós, recorreu a Nossa Senhora de Fátima,
prometendo uma esmola para as obras do Santuário, se a criança
melhorasse. A rapidez extraordinária com que ela se curou, logo depois
da promessa, sem que a doença deixasse vestígios, foi considerada por
toda a família como um sinal da intervenção benéfica da Santíssima
Virgem.
– “Em princípios de maio de 1919 tinha um sobrinho gravemente
doente. Era de compleição bastante fraca e, tendo já treze meses, ainda
não tinha dente nenhum. Grandes eram as minhas apreensões e o médico
não alimentava dúvidas acerca da gravidade do seu estado. Que fazer
nesta aflição? Invocar Maria Santíssima do íntimo da alma para que
intercedesse por mim junto de seu Divino Filho e dispensasse a sua
maternal proteção ao inocentinho.
Tinha conhecimento da proteção da Santíssima Virgem sob a
invocação de Nossa Senhora de Fátima pelo relato publicado no jornal
“A Guarda”. Com este novo título a invoquei e, tendo colocado sob o
travesseiro da criança uma porção de terra do lugar das aparições,
Doc. 73 1923-03-a.18