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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

255 u vwxyz {|} {~ | |}z€ z€z {‚ƒ „| ~ ƒ…z †| x| ‡| ˆ‰~ z zx| ‡…z Šz€ com a vista alguém que se eleva e como extasiada vai indicando o rumo que ela leva até se perder no Infinito. Eu como descrente quero negar mesmo até tudo que estou vendo, mas contemplando a atmosfera, vejo que tudo se encontra turvado. Parece que duas correntes de ar opostas se vêm encontrar ali levantando uma nuvem de poeira. O tempo escurece e parece-me estar ouvindo um trovão subterrâneo. Sinto que a temperatura é quase sobrenatural e tenho medo de estar ali. Regresso a casa pensando em tal fenómeno e cogitando uma maneira de o interpretar. Minha mãe pergunta-me o que vi, ao que respondi que não sei, mas tenho a certeza que, embora haja mistério, não vem a ser bom. Não quero crer e condeno em toda a parte tal aparição. No dia 13 de julho há muito mais concorrência. Dão-se os mesmos fenómenos que no mês passado. A fama alastra e agora o local é um dos grandes centros frequentados por pessoas de todas as classes. Em 13 de agosto aumenta o povo e quem contempla a Cova, que forma uma bacia dos pequenos montes ou outeiros que a cercam, vê um espetáculo tocante. De toda a parte chegam peregrinos entoando descantes sentindo- -nos viver umas horas felizes. Já passa da hora e as crianças não aparecem; o povo espera impaciente quando corre uma voz por cima daquela massa de povo que o sr. administrador de Ourém as tinha levado. Ouvem-se protestos e, quando vão começar a debandar, ouve-se uma gritaria e uma onda de cabeças volve-se para o céu afirmando cada um o que está vendo. Eu então olho para o céu e vejo as nuvens mudando de cores e correndo em diversos sentidos. O dia 13 de setembro amanheceu sem uma nuvem no horizonte. Um sol abrasador nos faz procurar a sombra. A Lúcia reza o terço à hora indicada. Segue-se a conversação com a dita Senhora e assim que diz: lá vai ela, o sol escurece a pontos de se ver a lua e as estrelas que circundam o firmamento. O calor diminui e uma aragem nos vem mimosear a fronte. Então veem-se lá muito em cima, cortando os ares do Oriente para o Ocidente, uns corpos muito pequeninos, brancos como a neve. Há quem afirme serem pombas mas vê-se perfeitamente que não são aves. Na encosta do lado do nascente estava o reverendo Padre sr. Joaquim Ferreira Gonçalves das Neves, pároco de Santa Catarina da Serra, e eu como vejo que talvez esteja olhando sem ver nada, dirijo--me a ele e pergunto-lhe o que vê, respondendo-me que não vê nada. Indico-lhe uma direção e imediatamente disse que já está Doc. 72 1922-11-23

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