250 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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devota capelinha erigida em Fátima, ficando completamente deteriorada.
Havia pouco tempo que a Imagem da Senhora do Rosário tinha sido
levada para a igreja da freguesia. Uma outra bomba deitada na Cova da
Iria, junto à azinheira sagrada, começou de arder mas não explodiu!
São dois factos miraculosos que devem causar remorso a tanta
perversidade.
No descampado de Fátima, havia muita falta de água para quaisquer
trabalhos até para os inúmeros romeiros beberem. Numa das últimas
peregrinações, pessoas devotas notaram alguma humidade num local
próximo da Cova da Iria e lembraram-se de cavar, brotando uma bela
nascente de água, parecendo maravilha celeste. Foi logo ali feita uma
taça provisória.
Se não é milagre, é um facto evidente da proteção especial da Senhora
do Rosário.
Ao patrocínio valiosíssimo da Virgem de Fátima em fervorosas preces,
são atribuídas muitas graças especiais, havendo algumas pessoas tomado
água da nova nascente. Mencionam-se também algumas curas
miraculosas, convindo em todos os casos a maior circunspeção e sempre
o exame e apreciação de médicos inteligentes e conscienciosos.
Nos tempos que vão decorrendo tudo se pretende atribuir a uma
ação natural nervosa, e não sobrenatural.
Quanto fica dito é tudo sujeito à autoridade superior eclesiástica.
Castelo Branco 5 de junho 1922.
Doutor Gonçalo Xavier de Almeida Garrett,
Presidente da Comissão Promotora da Restauração da Diocese
Albicastrense e Comendador das Ordens de S. Gregório Magno e S.
Silvestre.