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testemunhas, em todas as aparições. Mesmo no mês de agosto em que
foi vedada a presença dos pastorinhos, comprovando-se assim que a
Senhora quis cumprir todas as promessas que havia feito. Verificou-se
plenamente, quanto havia sido predito e anunciado. No período das
cinco aparições, também outro fenómeno singularíssimo da nuvem de
fumo se manifestou, o qual não havia sido anunciado previamente.
E este facto é pouco conhecido ao qual talvez se tenha ligado mediana
atenção. Todavia é importantíssimo, naturalmente inexplicável, e pode e
deve servir de elemento de prova da veracidade das aparições na Cova
da Iria e convém ser aprofundado.
É um fenómeno físico, químico, independente da ação nervosa do
organismo humano, e comprova a presença da Senhora, segundo a sua
promessa.
No dia 13 de outubro deu-se uma circunstância providencial e que
se deve especialmente mencionar para melhor certificar o fenómeno.
Subiu a nuvem de fumo por três vezes, partindo do local da azinheira. A
distância estavam quatro testemunhas fidedignas que viram e atestam
este tríplice fenómeno singular.
Entre a grande multidão de pessoas que nesse dia concorreram a
Fátima, estiveram pessoas conhecidas e de plena confiança, situadas
mesmo no local da Cova da Iria, as quais atestam e confirmam não se
ter feito lume algum nesse local que pudesse produzir a nuvem de fumo,
o qual fora visto por aquelas quatro testemunhas, colocadas a distância.
Até nesse dia especial, apesar da grande afluência de gente de todos
os pontos do país, se comprova o facto sobrenatural.
Não consta, em tempo algum, antes ou depois das aparições até ao
presente, a manifestação da nuvem de fumo, no sítio da Cova da Iria, a
qualquer hora. Deduz-se da conclusão lógica e rigorosa, que este
fenómeno foi concomitante com as aparições em dias e horas designadas
em 1917, e por conseguinte sobrenatural. Segundo a opinião de
professores de ciências naturais das Universidades de Coimbra e Porto,
que foram consultados, este fenómeno só podia ser produzido
casualmente por uma evaporação, ou combustão incompleta ou reação
química, mas não em dias e horas prefixas.
É pois, um elemento de toda e completa transcendência para
comprovar rigorosamente a verdade das aparições em Fátima. É
independente da ação nervosa do organismo humano. Convém um estudo
minucioso e desenvolvido da prova testemunhal.
Para concluir, julgo conveniente dizer ainda algumas palavras sobre
assuntos recentes.
Doc. 70 1922-06-05