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A primeira lei da história, afirmava o grande Papa Leão XIII12, é
nunca dizer falsidades; a segunda é nunca recear dizer a verdade.
A Igreja tem sede de verdade, porque foi fundada por Aquele que
disse: “Eu sou a verdade”13.
Por isso, se os factos, passados na Fátima, que se apontam como
sobrenaturais, são verdadeiros, agradeçamos a Nosso Senhor que se
dignou mandar-nos visitar por Sua Santíssima Mãe para aumentar a
nossa fé e corrigir os nossos costumes; – se são falsos, conveniente é
que se descubra a sua falsidade.
Nos tempos de dúvida e desorganização que atravessamos, é de tal
importância julgarmo-nos e estar de posse da verdade que esta
consciência basta para resistir a todas as contrariedades e vencer todos
os obstáculos.
A dúvida enerva e mata; a verdade alenta e vivifica.
A verdade é a grande força que a Igreja tem possuído sempre e
ninguém lha tira.
Podem armar contra ela perseguições e fazer correr rios de sangue;
podem arrancar-lhe os bens materiais e reduzi-la à mendicidade; –
escarnecê-la e ludibriá-la. A Igreja, de posse da verdade, fica de pé no
meio do túmulo dos seus perseguidores.
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Continuemos a invocar a Virgem Mãe do Céu, sejamos exatos no
cumprimento dos nossos deveres cristãos, sejamos católicos de palavra
e de obras, espalhemos a Oração do S. Rosário e esperemos pelo Juízo
da Santa Igreja, certos de que este será o eco do Juízo de Deus.
Esta nossa Provisão será lida em todas as igrejas e capelas da Nossa
Diocese para que dela todos tomem perfeito conhecimento.
Leiria, 3 de maio, dia da Invenção da Santa Cruz, de 1922.
† JOSÉ, Bispo de Leiria
12 Encíclica De Studiis historicis.
13 Jo XIV, 6.
Doc. 68 1922-05-03