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¿ÀÁ ÂÃÄÁ ÅÃÆÀÇÈÀÁ ÉÊË ÁË ÌÆÍÆÀÎ ÏÀÐÑÃËÅÆÌÀÁ ÒËÓÀ Aparição, faleceram
duas antes da nossa entrada nesta Diocese.
Interrogámos várias vezes a única sobrevivente.
A sua narração e as suas respostas são simples e sinceras – nelas
não descobrimos nada contra a fé e moral. Poderia exercer aquela
criança, hoje de 14 anosb, uma influência tal que explicasse a concorrência
do povo? Disporia ela de tal prestígio pessoal que ali arrastasse aquelas
massas humanas? Impôr-se-ia pelas suas qualidades precoces a ponto
de fazer convergir para junto dela tantos milhares de pessoas?
Não é provável – tratando-se de uma criança sem instrução de espécie
alguma e de uma rudimentaríssima educação.
De mais a mais, a pequena saiu da terra, nunca mais lá apareceu – e
não obstante o povo acorre ainda em maior número à Cova da Iria.
Explicará porventura este ajuntamento o aprazível e pitoresco do
local? Não. É um sitio ermo, vulgar, sem arborização, sem água, longe
do caminho de ferro, perdido nas dobras de uma serra, despido de
todos os atrativos naturais.
Irá o povo por causa da Capela? As pessoas devotas tinham edificado
ali uma pequena ermida, tão pequenina que nem se podia celebrar a
Santa Missa dentro dela.
No mês de fevereiro deste anoc, uns infelizes cuja má ação a Virgem
Santíssima perdoe, foram lá de noite e com bombas de dinamite
destruiram-na, lançando-lhe em seguida o fogo.
Aconselhamos a que não se reedificasse – não só na previsão de
novos atentados, mas também porque queríamos experimentar os
motivos que levam ali tamanho ajuntamento de povo.
Pois bem. Longe de diminuir, a multidão é de cada vez mais numerosa.
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A autoridade eclesiástica tem-se mantido na expetativa. O Rev. Clero
desde o princípio absteve-se de tomar parte em qualquer manifestação:
apenas ultimamente permitimos que houvesse lá uma missa rezada e
sermão nos dias de grande concorrência popular.
A Autoridade civil tem empregado todos os meios – inclusive as
perseguições, prisões a ameaças de toda a ordem para acabar com o
movimento religioso naquele lugar. Todos esses esforços têm sido
b Lúcia tinha quinze anos.
c A dinamitação da capelinha ocorreu na madrugada do dia 6 de março de 1922.
Doc. 68 1922-05-03