232 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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Estavámos à espera que a Senhora aparecesse junto da carrasqueira,
e deu um relâmpago e a Senhora apareceu em cima da carrasqueira.
Perguntei-lhe o que me queria; a resposta: “Quero que continuem a
vir aqui todos os meses, e que aprendam a ler”. Pedi-lhe para curar um
coxo e algumas pessoas que me tinham pedido, umas doentes, outras
pela conversão de alguns pecadores. Resposta: “Daqui a um ano serão
curados”. Com isto desapareceu subindo para o lado do nascente e
indo tão alta que as nuvens e o azul do céu não nos deixou ver mais. Se
este mês aconteceu mais alguma coisa não me lembro.
Julho 13-1917
Pela hora do meio dia assim como todos os outros meses
aproximámo-nos da carrasqueira para vermos a Senhora. Deu um
relâmpago e apareceu a Senhora em cima da azinheira. Pergunta: “O
que é que vossemecê me quer hoje?”. Resposta: “Quero que continuem
a vir aqui o resto dos meses. Querem aprender uma oração?”.
“Queremos sim”. É a seguinte: “Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do
fogo do inferno e levai as alminhas todas para o céu principalmente
aquelas que mais dele precisarem”.
Em seguida confiou-nos algumas palavrinhas, dizendo-nos : “Não
digam isto a ninguém só o podem dizer ao Francisco”. “Quero-lhe pedir
por algumas pessoas que me pediram para eu lhe pedir por elas, umas
cegas outras aleijadas outras mudas”. “Daqui a um ano algumas serão
curadas”.
E nisto subiu ao céu como todos os outros meses.
Agosto 13-1917
Íamos a caminho para o sítio da carrasqueira e disseram-nos que
primeiro tínhamos de ir a casa do Senhor Prior ; fomos, pensando que
ele nos queria alguma coisa; chegando lá, subimos para a varanda
esperando pelas ordens que nos davam; ninguém nos queria para nada.
Disseram-nos então: Subam para este carro para que cheguem mais
depressa lá ao sítio; primeiro, meu pai disse que nós íamos a pé; mas o
Senhor Administrador mandou-nos subir de novo para o carro dizendo
que indo no carro íamos livres do povo. Então por ordem do meu pai