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mJK LMm KNO OM LMNMP OM m QRSLM TU. Preto duas vezes, com diferença
de 15 dias ou mais. Da segunda vez é que ele disse que fosse para o
hospital. No fim de dois meses disse ele à mãe que a retirasse, que mais
não lhe podia fazer; só uma operação em Lisboa, mas que mesmo assim
naturalmente não melhorava. Foi durante a doença muitas vezes a cavalo
num burrinho à Cova da Iria, a pedido dela, que insistia. No dia 13 de
janeiro foi lá pela última vez. Quando chegou à estrada, disse à mãe:
“cale-se agora, não diga nada, que eu quero rezar dois terços, na Cova
da Iria e oferecê-los a Nossa Senhora porque não queria que lhe fizessem
perguntas, que não lhe dissesse nada”. Pouco dormia durante a doença.
Mas não dava incómodo durante a noite.
Rezava o terço. Às vezes dizia: “Ó minha mãe já não posso rezar
senão sentada. Então dizia a mãe: “se não puderes rezar não rezes”.
Durante a doença, enquanto podia andar de pé, chamava as crianças
dos vizinhos e ensinava-lhes a doutrina. Enquanto foi viva havia sempre
crianças à porta. Ela tinha dois laços de fita de seda que lhe tinham
dado. Pediu à mãe, para os ir oferecer a Nossa Senhora à Cova da Iria.
Pendurou-os e depois disse: nunca mais cá torno.
Uma vez que ela se confessou em Lisboa, antes de ir para o hospital,
não percebeu bem o padre, e a mãe perguntou-lhe se tinha percebido a
penitência e disse que sim e se se tinha confessado bem, e disse que sim,
e acrescentou que não tinha pecados grandes, mas só ralhar aos cachopos
quando faziam barulho ou rixavam, e faltas de paciência com o tratamento
do buraco. Tinha sempre muitas dores. Queixava-se quando lhe mexiam
da cintura para cima. Mudava de roupa duas ou três vezes por dia por
causa do pus, e isso custava-lhe muito. Ia de vez em quando a pé (e só
uma vez a cavalo) à igreja paroquial para se confessar e comungar. Em
Lisboa confessou-se uma ou duas vezes e comungou três vezes, sendo
duas na Igreja da Estrela. Fez a primeira comunhão há dois anos, um
ano depois da última aparição.
Doc. 53 1920-04-09