186 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
ËÌ ÍÎÏÎÐ ÑÎ ÒÓÔÎÐ ÕÔÎÖ ÌÍרÙÚÛÖÐ ÑÛ ÖÜÝÞÙÒÛÐ ÑÛ ÒÎÑßÍÙàÔÎ áÌÍâÎÍÎÖÛÐ
da miséria humana, perante a grandeza divina, a santidade das
Santidades!
Então distintamente ouvi esta frase da Lúcia: – Vossemecê não faz
hoje o milagre que me prometeu?
E a seguir estas singelas palavras dessa criança predestinada, à que
ouvi a frase que destrói todas as dúvidas, esclarece toda a hesitação
com que os sábios pretendem confundir o sobrenatural, como um
fenómeno da natureza, ilusão que perturbou a firmeza de tantos crentes!
Olhem para o Sol.
E só depois, dessa exclamação de Lúcia, como uma ordem do Céu,
é que a Rainha dos Anjos, fez surgir esse prodigioso milagre, esse sol
glorioso que iluminou a sua Aparição, com uma luz, que nenhuma alma
cristã, poderá apagar!
Mais quatro frases ainda afirmo ter escutado: – Vossemecê não manda
hoje mais nada de mim?
E, após a pergunta, como que repetindo sílabas e palavras, que, do
Céu, lhe murmurava a Mãe de Cristo: – Capela ou Igreja aqui?
E, pela primeira vez, com fisionomia, radiante, e batendo as mãos.
– É Nossa Senhora do Rosário.
Voltando-se novamente para a Jacinta, e baixando a cabeça da direita
para a esquerda, como seguindo a mesma direção, que a Virgem
Imaculada, exclamou:
– Foi para ali.
Findava a Aparição.
O que nunca findará nesta alma de Filha de Maria, é a crença bendita
de que a Rainha do Santíssimo Rosário, esteve perto de nós, na sua
clemência, para um povo outrora tão fervoroso, e hoje tão vacilante na
sua Fé!