184 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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Sistematizando os inquéritos (a), (b), (c), (d) pelo modo indicado é fácil
averiguar o que se tem dado em Fátima, sobre a manifestação do fumo,
nos 6 dias das aparições, nos meses de maio a outubro. E também se
pode chegar à conclusão rigorosa de que em nenhum outro dia se deu
alguma manifestação do fumo conhecida no mesmo local e sobretudo à
mesma hora do dia. Se for provada por testemunhas oculares, fidedignas
que nos dias 13 dos meses de maio a outubro, pela volta ou hora do
meio dia, se deu a manifestação de fumo sempre; e se for comprovado
pelas comissões nomeadas que não houve a manifestação nem vestígio
de manifestação, no mesmo local, a qualquer hora, local de Fátima,
junto à azinheira, fica demonstrado que as manifestações dadas e
verificadas em Fátima são sobrenaturais e miraculosas.
Comprovadas ficam as declarações das três crianças de que a
Virgem, com a designação do Rosário, apareceu por seis vezes junto a
uma azinheira, no lugar de Fátima.
Rogo a V. Exª o favor de me acusar esta carta, e quando não possa
ser por outro modo, por falta de tempo, espero a fineza de um bilhete
postal que eu entendo.
Desejando a V. Exª a melhor saúde para melhor trabalhar em favor
das aparições da Virgem do Rosário em Fátima.
De V. Exª
atto ado agdo dedo
Gonçalo de Almeida Garret
P.S. Peço desculpa da extensão desta carta.
Esteve aqui a Srª D. Maria de Jesus Raposo. Diz que esteve em
Fátima no dia 13 agosto (em que não estavam as crianças) de 1917. A
manifestação do fumo foi muito maior, como uma espécie de globo que
envolveu a azinheira.