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xyz {| } }~ } }~ ~ z | } }z xy z {| z Aqui recordo-me que a Lúcia em
certa ocasião me havia dito que Senhora só lhe deu licença ou mandou
que o dissesse ao Francisco e à Jacinta. Não segui um interrogatório tão
minucioso e tanto a tempo, com a Jacinta e Francisco, como era muito
meu desejo, e como fiz com a Lúcia, porque o pai demasiadamente
crente – se não alucinado – da primeira vez que mandei pedir para a
mãe vir com os filhos a minha casa, em vez de vir a mãe ou ele com os
filhos, vem ele só, e diz que, sim, mos manda, mas que é se eu acreditar
e não para abusar. Fiquei surpreendido ao ouvir tais palavras e outras
que muito me desanimaram: verdadeira antítese dos pais de Lúcia. Em
virtude do que fiquei esperando os acontecimentos e não mais convidei
os pais a que me os trouxessem a minha casa, interrogando-os só quando
a ocasião se me proporcionava, porque julguei sempre de meu dever
mostrar-me indiferente enquanto não houvesse provas evidentes ou a
Igreja falasse. Fora realmente maravilhosa a manifestação de fé dos
milhares de pessoas, que acorreram ao local durante os seis meses de
Aparições – calculadas: – da primeira vez somente as três crianças; da
segunda Aparição, em cinquenta pessoas; da terceira Aparição, em
quatro a cinco mil pessoas; da quarta Aparição em quinze a dezoito mil
pessoas; da quinta Aparição, em vinte e cinco a trinta mil pessoas; da
sexta Aparição, em quarenta a cinquenta mil pessoas, de todas as idades
classes e condições. Por verdade e como me dita a consciência salvo
algum involuntário erro o Juro in verbo sacerdotis e assino.
Paroquial de Fátima 6 de agosto de 1918.
O Pároco Manuel Marques Ferreira
Doc. 36 1918-08-06