179
MNORTRUNVNW NOXR YZO[\] ^Z_ N`R] N aZV\W XW^\ RbRUN`\ T\U R`cWdO ZdOXRdXNO
– e logo viu aparecer Nosso Senhor, a meio corpo, vestido de branco,
à direita do Sol; e à direita de Nosso Senhor viu Nossa Senhora, a todo
o corpo, de pé, vestida de branco, com um manto azul pela cabeça, e as
mãos sobre o peito de palmas para dentro, uma ao lado da outra em
posição horizontal. O manto não era brochado como o da primeira visão.
Nossa Senhora em nenhuma destas visões se apresentou com o Menino.
Todas estas visões tinham resplendor amarelo, exceto a de S. José.
Na ocasião em que estava a ver estas representações o povo gritava:
Olhem... Olhem... Olhem... tão bonito!!! Declarou mais a Lúcia que
neste momento também disse ao povo que olhasse para lá – para o sol
– que estava lá S. José – e – depois Nosso Senhor. Sendo interrogada
sobre o que se há de fazer ao dinheiro, disse que é para uma Capela; e
sobre quem há de fazer a Capela e tomar a direção da obra, disse que
não sabia porque a Senhora lhe o não tinha dito. E sendo também
interrogada sobre quando Nossa Senhora lhe tornava a aparecer, ou
esperava tornar a vê-la, disse que não esperava mais por Ela, porque
lhe não tinha prometido senão para seis meses ou seis vezes, – e estas já
vieram – e que agora só espera tornar a vê-la no Céu.
Depoimento da Jacinta
Por várias vezes interroguei a vidente Jacinta que sempre me confirmou
que viu uma Senhora na Cova da Iria, nos dias treze de maio a outubro
de mil novecentos e dezassete, menos no dia treze de agosto em que se
achava em casa do administrador do concelho, mas que nesse mês A
viu no domingo seguinte – dia dezanove – no sítio chamado Valinho,
onde foi chamada por seu irmão João, a pedido da Lúcia.
Disse que viu uma Senhora muito bonita, toda vestida de branco,
com fato dourado aos cordõezinhos, com um véu ou manto pela cabeça,
do tamanho de F. – indica uma rapariga de regular estatura e dos seus
catorze anos – e que trazia umas contas muito branquinhas penduradas
nas mãos e seguras entre os dedos indicador e polegar de ambas as
mãos, que tinha erguidas à cintura, e que separava uma da outra, pouco
mais ou menos à largura dos ombros, quando falava à Lúcia.
Quando Ela falava para a Lúcia, que ouvia uma voz muito piedosa,
mas que não se lembra de ouvir dizer, senão que a gente – elas videntes
– ia para o Céu. Pelas várias vezes que a interroguei nunca se contradisse
no essencial, havendo todavia coisas acidentais, algumas contradições,
verdadeiras ou aparentes. Em uma ocasião – dia 21 de agosto – dirigi-
Doc. 36 1918-08-06