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– Tu vais.
– E a minha prima?
– Vai.
– E o meu primo?
– Esse ainda há de rezar as contas dele...
– Dito isto que a Senhora se começou a elevar, no ar, seguindo para
o nascente até desaparecer.
A visão
Disse a Lúcia que a Senhora, que ela e seus primos viram, tinha um
pouco mais ou menos de um metro de altura e vinha vestida de branco.
A saia era branca e dourada aos cordõezinhos ao comprido e a atravessar
e era curta, isto é não descia até aos pés. O casaco era branco não
dourado. Manto branco, que ia da cabeça até à orla da saia, dourado
aos cordõezinhos de alto a baixo e a atravessar, nas orlas o ouro era
mais junto. O casaco tinha dois ou três cordõezinhos dourados nos
punhos. Não tinha cinto, fita, faixa à cintura. Tinha as mão postas, um
pouco acima da cintura e delas pendia um terço branco. Todas as vezes
que falava, separava as mãos, pouco mais ou menos, à distância dos
ombros. Tinha os olhos pretos, e era tão linda no rosto, como nunca
tinha visto Senhora alguma. Quase a cegava a sua beleza, e nunca se
cansava de olhar para Ela.
Parecia-lhe que tinha meias brancas, não douradas, mas que não
dava a certeza porque para pouco mais olhava do que para o rosto. Até
mesmo em uma ocasião na minha presença, estando também a Jacinta,
ela volta-se para esta e pergunta-lhe se Ela trazia meias, porque não
tinha reparado.
Segunda Aparição a 13 de junho
Logo após o dia treze de junho comparece na minha presença e
residência paroquial, a menina Lúcia acompanhada de sua mãe. Procedi
ao interrogatório da Lúcia, a qual me disse que no dia treze do corrente
mês de junho, por cerca da uma hora da tarde, se dirigiu com seus
primos Francisco e Jacinta para a Cova da Iria. Chegados lá, rezou o
terço, com as pessoas que estavam presentes. Terminado o terço, iam
as pessoas para rezar a Ladainha, e ela, que já tinha visto o relâmpago,
lhes disse: não comecem que já não têm tempo.
Que vai mais para o pé da carrasqueira e vê chegar a Senhora, vindo
do nascente. E lhe pergunta:
Doc. 36 1918-08-06