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abençoada azinheira, em terra portuguesa, não se manifestaram, por
certo, em motivo da guerra de morticínio em longes terras estrangeiras,
mas sim por causa da guerra religiosa em Portugal e também para
emendarmos e regenerarmos em costumes, em ideias e princípios
religiosos.
Se continuam contradições e ataques contra Fátima, também se
manifestam exuberantes provas de sobrenatural das aparições, já pelas
orações incessantes dirigidas a Nossa Senhora de Fátima, já pelas muitas
graças e curas extraordinárias.
No dia do aniversário da primeira aparição, várias pessoas dirigiram-
-se a Fátima em piedosa romagem.
Umas iam depositar preces fervorosas pelo bem espiritual e pela
saúde dos seus entes queridos, junto à azinheira e sobre o modesto altar
da Virgem do Rosário, adornado de luzes e flores naturais.
E outras seguiam em agradecimento de amor, pelas abundantes graças
obtidas e pelas curas consideradas miraculosas sobre as quais não havia
poder na medicina.
Uma mãe levava devotamente duas velas em reconhecimento da cura
de um filhinho que a acompanhava.
A Virgem do Rosário estima mais os corações do que o valor da
oferenda.
Tinha esta criancinha uma perna encolhida. Foram infrutíferos os
banhos e demais remédios receitados pelo médico, não se manifestando
melhoria alguma. Um dia, perdida toda a esperança nos medicamentos,
a desolada mãe prometeu ir a Fátima oferecer umas velas à Senhora da
Azinheira, pela cura do seu filho.
A seguir foi ao rio lavar. Quando regressou a casa encontrou a criança
completamente curada. Qual não foi a imensa alegria e grata comoção
da mãe e de todos os seus.
Ainda no mesmo dia ali foi uma rapariga acompanhada de nove
donzelas, em devota romagem, no cumprimento de um voto pela sua
cura extraordinária e sobrenatural, que a Senhora de Fátima lhe
concedera.
Tinha ela, há 8 meses, um tumor no peito e que já supurava. O médico
foi tratando, durante algum tempo, a doente, sem resultado algum.
Declarou alfim que tinha de ir a Lisboa, pois só uma operação a podia
salvar. Desanimada por completo dos recursos humanos, a doente
prometeu ir a Nossa Senhora da Azinheira, com nove donzelas, se fosse
curada, rezando o rosário à Virgem. Poucos dias depois, fechou o tumor,
Doc. 35 1918-07-23