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Þßàáâ ãá äßâå æßá çá áèáàåß Þå èåéêè ãê êëêìíîïåð ìáèêñêãêð òßÞñêâáÞñá
com o fenómeno solar, num testemunho do seu filho José Maria de
Proença de Almeida Garrett: “Uma coluna de fumo, delgada, ténue e
azulada que subiu direita até dois metros, talvez, acima das cabeças
para se nesta altura se esvair. Durou este fenómeno, perfeitamente visível
a olho nu, alguns segundos. Não tendo marcado o tempo de duração
não posso afirmar se foi mais ou menos um minuto. Dissipou-se
bruscamente o fumo e passado algum tempo repetiu-se o fenómeno
uma segunda e uma terceira vez. Das três vezes, e sobretudo da última,
destacaram-se nitidamente os fustes esguios na atmosfera cinzenta” (doc.
29, p. 151). Numa segunda carta, de setembro de 1918, Gonçalo de
Almeida Garrett giza um plano para tentar perceber cientificamente a
dita manifestação de fumo (doc. 37, p. 183-185). Já antes, num artigo
de jornal, se detivera no relato de duas curas ocorridas em Fátima e nos
problemas levantados à credibilidade dos videntes pelo facto de a guerra
não ter imediatamente terminado (doc. 35, p. 169-171). Voltaria à nuvem
de fumo num depoimento publicado em 1922, para concluir que “é,
pois, um elemento de toda e completa transcendência para comprovar
rigorosamente a verdade das aparições em Fátima” (doc. 70, p. 250).
3.3 - Os acontecimentos depressa se repercutiram na imprensa
periódica local ou nacional. A aparição de julho de 1917 já encontrou
espaço no jornal lisboeta O Século. O relato do correspondente em
Meia Via, Torres Novas, dá conta dos boatos relativos às aparições
anteriores, que arrastaram ao local muitas pessoas por curiosidade ou
devoção em 13 de julho, esgotando as possibilidades de transporte
existentes em Torres Novas e fechando inclusivamente bastantes
estabelecimentos. O correspondente interrogou várias pessoas que
estiveram no local e lhe mereciam confiança. Acreditava, porém, que
por trás daquelas manifestações podia estar “uma premeditada
especulação financeira, cuja fonte de receita existe nas entranhas da
serra, em qualquer manancial de águas minerais” (doc. 4, p. 36)
recentemente descobertas. Em outubro, porém, o mesmo jornal, pela
pena de Avelino de Almeida, enviado especial à aparição, publicou um
relato detalhado de quanto pôde registar, desde as impressões recolhidas
antes e depois da aparição até à narração do fenómeno solar ocorrido:
“O sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fora de todas
as leis cósmicas – o sol ‘bailou’, segundo a típica expressão dos
camponeses” (doc. 13, p. 76). Para o articulista, “assiste-se então a um
espetáculo único e inacreditável para quem não foi testemunha dele”
Introdução