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yz{ ~
{ z } Tem estado de
uma reserva que quase parece má vontade. Mas tem de ser assim,
enquanto não houver grandes milagres a confirmar esta graça. Fala-se
de uma rapariga tuberculosa em 3º grau, curada por Nossa Senhora do
Rosário de Fátima, mas o Padre Formigão que se ocupa em recolher
todos os depoimentos, não conseguiu ainda falar com os médicos que a
trataram. Vi uma mulher que há 8 meses sofria de um tumor no peito. O
médico dizia que só poderia melhorar depois de ser operada em Lisboa.
Faz a promessa de ir com 9 companheiras a Fátima se se curar. Em
poucos dias o tumor que era aberto, fecha e o estado geral volta ao
antigo. Lá estava cumprindo a promessa. Igualmente vi uma criancinha
que durante uns poucos de meses trouxe uma perninha encolhida, sem
que as receitas do médico, banhos, etc., dessem o menor resultado. A
mãe faz a promessa de 2 velas e uma perninha de cera a Nossa Senhora
da “Azinheira”, vai lavar ao rio e, quando volta, o pequenino tinha a
perna igual à outra. Agora Nossa Senhora fará o resto, se foi Ela que
nos visitou, e se nós não a recebemos mal demais.
... Recebemos as suas notícias pelo J. P. Ficámos todos contentíssimos.
Veja se manda dizer pouco mais ou menos, quando pensa vir até cá,
que é para irmos fazendo “pontaria” para essa alegria. Ontem esteve cá
o Janiquinho. É um amor de simpatia. Assim que se lhe pega encosta a
cabecinha à nossa cara. Os olhos são enormes e escuros, mas não o
acho nada Ribeira. Acho-o atrasadinho e não é alegre, mas lembro-me
sempre do outro João que era assim, tal qual e se tornou um colosso de
saúde e alegria.
Tudo por cá está bem, graças a Deus. Estou-lhe escrevendo à luz de
uma vela, o mais tremeliques que é possivel.
Aceite saudades enormes de todos.
O maior beijo da irmã amicíssima
Ana Maria
Doc. 33 1918-06-01