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diferentes das de Fátima e não tiveram a importância de 13 de outubro
findo.
É urgente saber quais as diferenças, pois que ela assistiu a ambas.
Desejo esclarecimentos sobre as diferenças.
O sol é incomparavelmente maior do que a terra, o qual tem um
movimento próprio de rotação demorado, e não é feito em poucos
momentos ou minutos por 3 vezes.
Respondendo a V Exª direi que não considero os fenómenos vistos
e observados no sol, como astronómicos do sol propriamente dito, mas
sim meteorológicos da atmosfera da terra sobre a imagem solar, quanto
à cor e aspeto do brilho semelhante à lua, e também quanto à vista da
rotação.
É muitíssimo para reter à hora do meio dia, perto do zénite, na qual
os fenómenos meteorológicos têm menos intensidade sobre o sol.
Nos fins da tarde, estando o sol perto do horizonte, em que são
grandes as evaporações as quais são atravessadas pelos raios solares.
E assim há muitos cambiantes formosos ao pôr do sol de diversas cores
e oscilações na atmosfera, principalmente no tempo de verão. Devem
ser mais difíceis de produzir os fenómenos observados em Fátima ao
meio dia do que pela manhã e à tarde, o que dá muito maior valor e
importância àquele.
Até agora ninguém via as rotações faiscantes do sol e agora todos as
veem muitos dias e vezes. Muito será imaginação.
Desejo fazer algumas perguntas a algum observatório meteorológico
do país e talvez ao observatório astronómico de Coimbra. Há um assunto
em que V. Exª não fala que se afigura a mim mais importante e singular
talvez do que o relativo ao sol.
Diz que no local das aparições todas, e no momento em que elas
bem se manifestavam, elevava-se sempre uma nuvem ao céu partindo
da terra.
E mais se diz que a nuvem foi mais intensa no dia em que as crianças
estavam presas. É um fenómeno repetido 6 vezes. É verdade? Há
testemunhas de todas elas?
Na última aparição viu toda a minha família a nuvem, e como estava
a alguma distância julgaram que havia lume e incenso no local. Por uma
pessoa minha parenta e por outras que estavam perto das crianças
verificou-se não haver lume algum.
Este fenómeno repetido 6 vezes, a horas certas, é para mim dos mais
importantes, e porque se produziu junto a tantas e tantas pessoas. Admiro
Doc. 28 1917-12-03